Eletrificação da Linha do Minho

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A ver se é desta que a promessa vinga de todo. A história da ferrovia em Portugal, sobretudo depois do 25 de Abril, infelizmente, é demasiado triste e lesiva do nosso desenvolvimento para que o ceticismo deixe de prevalecer.

No princípio da década de 1980, o país possuía uma rede ferroviária a precisar de intervenção, mas com cerca de 3600 km, que cobria a maior parte do espaço nacional, transportando anualmente cerca de 230 milhões de passageiros. Depois veio o “autoestradismo”, o período do betão, onde todos os governos tiveram responsabilidades, e a ferrovia passou a plano secundário, contrariando as opções que os nossos parceiros europeus faziam e continuam a fazer. Veja-se o exemplo da vizinha Espanha, que nunca abandonou, antes desenvolveu o transporte ferroviário.

Hoje, Portugal cobre apenas cerca de 60% do território continental com uma rede pobre e cara, a rondar os 2500 Km, que transporta 142 mil passageiros. Mas, em correlação, tem uma rede de autoestradas que já ultrapassa os 3000 Km, muita dela de insuficiente utilidade.

Estes indicadores são elucidativos para compreensão de como fizemos as piores apostas no domínio do transporte para o país e de como comprometemos o futuro das novas gerações.

Com estas opções há regiões, como é o caso da Região Norte, que viram o seu progresso adiado. E a nação, no seu todo, também não atingiu as metas de desenvolvimento pretendidas, para além de, no domínio ambiental, dar o pior exemplo perante a Europa e o mundo.

Esperemos que esta seja uma manifestação da vontade de inverter tudo o que de tão mal se tem feito no domínio do transporte ferroviário e que este investimento, a concretizar-se, juntamente com outros complementares, seja um pequeno grande contributo para mais e melhor desenvolvimento desta tão abandonada região nortenha.

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