A atelier Carvalho Araújo apresentou o Masterplan Valença 2030, um plano que visa a regeneração urabana que establece a visão de desenvolvimento para a cidade de Valença até ao final desta década.
O autor deste Masterplan é o arquiteto José Manuel Carvalho Araújo, o qual propõe uma nova leitura da cidade, assente na valorização do património, da mobilidade e do espaço público. “A identidade não se constrói, recupera-se”, diz o próprio. Este é um dos princípios orientadores que percorre todo o documento proposto, refletindo a abordagem que tem distinguido o trabalho de Carvalho Araújo ao longo de décadas de prática.
Este Masterplan Valença 2030 pressupõe que uma cidade só cumpre o seu propósito quando serve as pessoas em toda a sua diversidade de necessidades e assim, estrutura-se em torno de três dimensões humanas essenciais: Viver, trabalhar e visitar, na qual se espera um novo eixo urbano que articula o Fórum Intercultural de Valença, o Mercado Municipal e o Campo da Feira, a requalificação do Mercado Municipal, que será convertido num auditório multifuncional, a valorização da Antiga Alfândega, destinada a acolher a futura Alfândega Cultural, a criação do Museu Ferroviário, a requalificação da frente ribeirinha e da Avenida dos Bombeiros Voluntários, e ainda, a reorganização da mobilidade, privilegiando os percursos pedonais e reduzindo a presença automóvel junto à Fortaleza.
Citando as palavras de José Manuel Carvalho Araújo sobre este projeto: “Valença é uma cidade que carrega séculos de história nas suas pedras e nas suas gentes. O nosso trabalho não foi o de projetar uma cidade nova – foi o de escutar o que esta cidade já é e ajudá-la a tornar-se mais plenamente ela própria. Um Masterplan não é um decreto: é uma conversa longa com o território, com as pessoas que nele vivem e com as gerações que ainda nele hão de viver. Queremos que daqui a dez anos alguém passe por Valença e sinta que esta é uma cidade que cuida de quem a habita – que tem espaço para os mais velhos e para os mais novos, para quem trabalha e para quem visita, para a memória e para o futuro.”
