Reunião da Assembleia de Freguesia

Com cinco pontos a fazer a ordem de trabalhos, reuniu a Assembleia de Freguesia de Afife, agora já com horário de Inverno, a sessão teve inicio pelas 21h. 

No período de antes da ordem do dia, Manuel Lima começou por questionar a situação do posto médico da freguesia,e sobre o escoamento das águas, referentes às obras que estão a ser executadas no espaço frontal ao cemitério, referindo que por ali passam caudais significativos, em alturas de maior pluviosidade. 

Sabrina Sales perguntou ao executivo, se há algum protocolo com a Câmara sobre os animais abandonados que existem na freguesia. 

Carla Ruas questionou sobre o lixo que é colocado nos contentores e que é inadequado a estes e se a junta tem alguma solução. Questionou ainda sobre a falta de utilização da Casa Mortuária. 

Sabrina Sales questionou também sobre uma situação que tem corrido nas redes sociais e que se reportam à colocação de lixo nos contentores, por parte de uma unidade industrial da freguesia. 

Duarte Jorge, o presidente da junta, respondeu às questões colocadas e começou por referir que o caso da extensão de saúde parece uma novela. A autarquia tem, ao longo dos tempos, efetuado inúmeras diligências para resolver a situação e foi uma longa cavalgada. Referiu que foi uma decisão administrativa, porque  havia condições para a reabertura, até porque foi feita uma adaptação no espaço da Casa do Povo, onde funciona este posto. Agora, foi avançada a data de 03 de outubro, para reabrir o posto de saúde de Afife. 

A junta já admitiu um assistente técnico a meio tempo em setembro, que continua a ter formação no Centro de Saúde de Viana do Castelo. Agora será admitido um assistente operacional, também a meio tempo, para assegurar a limpeza e higienização. 

O presidente da junta referiu que foi um esforço grande por parte da Câmara e da junta de freguesia, mas a última palavra foi sempre da Unidade Local de Saúde do Alto Minho. 

Linhas de água

Quanto às linhas de água que passam pelo espaço frontal ao cemitério, há três regos foreiros que serão mantidos e melhorados, assim como será feito o seu devido encaminhamento, sendo esta uma preocupação da autarquia. Também referiu que o escoamento de água do parque de estacionamento está a ser minuciosamente estudado para evitar mais tarde problemas. 

Relativamente à situação dos animais, especialmente os gatos abandonados, é uma situação preocupante, porque aumentam as colónias e salienta o facto de muitas pessoas alimentarem gatos na via pública, o que faz com a sua multiplicação seja evidente. 

Referiu que tem abordado o caso com a vereadora da Câmara de Viana, frisando que  está a ser concluído em Viana um espaço para a recolha de gatos, mas terá que haver uma associação que os apanhe e os vá levar.  

Quanto à situação do lixo, de obras e outros, é um problema, que passa pela educação das pessoas. Alguns contentores não servem também, como os antigos molokes, que eram mais fáceis de utilizar, agora por vezes, também se vêem contentores, em que as pessoas podem ter mais dificuldade em levantar a tampo. 

Deu ainda a conhecer que a Câmara vai levar por diante uma campanha de sensibilização, para motivar as pessoas a utilizar, da melhor, maneira os contentores. 

Casa Mortuária

Sobre a situação da Casa Mortuária, Duarte Jorge Oliveira disse que é um equipamento importante e fundamental para a freguesia, mas o que está a acontecer é que quando alguém morre, o funeral faz-se em apenas uma a duas horas e sem velório, porque apenas se faz, com a chegada à igreja e de seguida para o cemitério. 

Referiu que a Casa Mortuária está equipada com Câmara refrigerada, tem todas as condições para receber qualquer velório, no entanto o que se está a passar é que as pessoas deixarem de dar o sentimento à morte porque é tão importante o nascimento, como a morte. Salientou ainda o facto de as agências funerárias desviarem os velórios da Casa Mortuária.

No entanto, a autarquia deixou o apelo à freguesia, para que, quando necessário, recorram à Casa Mortuária, que tem todas as condições e os equipamentos necessários. Cada utilização tem o custo de  57 euros, o que é um valor justo, para os residentes e referenciados.

Eventos

Duarte Jorge Oliveira agradeceu ainda a todas as organizações, que levaram por diante os variados eventos que ocorreram na freguesa, como o Movimento Associativo, a Feirinha, a Feira do Artesanato, as festas de Santo António e outras. 

A Assembleia aprovou, por unanimidade, a proposta da junta, no sentido de contratar duas pessoas, que vão dar apoio no funcionamento do posto de saúde de Afife. 

Foi ainda aprovada uma proposta para a constituição de uma comissão de toponimia, onde foram contactadas todas as forças representadas na Assembleia de Freguesia, ficando a comissão composta por Duarte Jorge Oliveira, Arlindo Sobral, Cristina Ribeiro, Manuela Arezes, Rui Martins, Evaristo Carvalho e Alexandrina Alves. 

No periodo aberto ao público, Amaro Moreira questionou a situação de construções que se encontram embargada há muitos anos. Este residente perguntou ainda sobre os problemas das praias de Afife, que há 10 anos esperam pelas estruturas prometidas. 

José Carlos Silva questionou sobre a época balnear, que não começou bem, muito porque a junta de freguesia não efetuou os trabalhos que vinha a fazer. Do mesmo modo, a situação das organizações de surf, que continuam a não referir o nome de Afife, nos cartazes das provas de surf que se realizam na freguesia, indicando Praia da Arda, em Viana do Castelo. 

Arlindo Sobral começou por referir que a junta conjuntamente com a Câmara resolveu a situação de uma pessoa que se encontrava sem abrigo. Reforçou a posição da junta sobre o caso da Casa Mortuária, dizendo que passa uma informação errada, sobre as taxas da Casa Mortuaria e criticou o ato das pessoas não quererem velar os seus. Referiu que se estão a passar situações graves na freguesia e pediu ao presidente para esclarecer a população. 

Em relação a este caso, Duarte Jorge Oliveira informou que se trata do espaço que está a ser utilizado no parque da praia do Caracol, pela família Laranjo, em que estes, registaram um artigo, como que o espaço fosse deles, quando se trata de uma situação de aluguer a título precário. 

Duarte Jorge explicou que o senhor Laranjo, quando regressado de África, solicitou à junta de então, que lhe alugasse o espaço para montar o seu negócio, com um arrendamento que até ao presente é pago como tal. 

Agora a autarquia foi notificada pela Câmara Municipal, com a informação de que há um artigo notificado, quer nas finanças, quer na conservatória. A autarquia considera esta situação muito grave. A autarquia, considera tratar-se de uma situação de apoderamento de um terreno que é da freguesia e por tal já avançou judicialmente perante a situação agora verificada. 

A autarquia refere que é uma situação que não é correta, com as confrontações todas com a junta, por tal, criaram um artigo, dentro de outro artigo. Tudo começou com um arrendamento de 18 metros quadrados, em 1977, e nesta altura já tem uns metros consideráveis. Assim o presidente, quis dar a conhecer à população esta situação, dizendo que este pode ser mais um problema para a freguesia.  

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