O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) alega, em comunicado, que tomou conhecimento “da ocorrência de assédio laboral e violência psicológica no serviço de Cuidados Intensivos do Hospital de Santa Luzia, Viana do Castelo, ULSAM”.
“Para além de manifestar a sua total disponibilidade em ajudar os médicos vítimas desse abuso, lamenta a inércia do Conselho de Administração e da Sr.ª Diretora Clínica, que deveria ser a garante das boas relações e do respeito entre os médicos da instituição, com tal postura pactuando com a situação”, refere a estrutura sindical.
“Não vale a pena instalar ‘botões de pânico’, fazer formação aos profissionais para evitar e lidar com as agressões por parte dos doentes, e apregoar a defesa dos profissionais de saúde quando eles próprios são vítimas de violência dentro do seu local de trabalho”, acrescenta.
O SIM diz ter “consciência que os internos de formação especializada estão a fazer ciclos de estudos especiais ou algum tipo de pós-graduação em cuidados intensivos, entre outros que não tendo nada a perder não falarão por medo das consequências”.
A mesma organização sindical observa que “este tipo de problemas são crónicos e recorrentes” e “na maioria das vezes um abaixo assinado pelas razões óbvias surge quando a situação é elevada ao seu limite e as consequências são de todo insuportáveis para as vítimas”, exigindo à tutela “que tome as devidas providências no sentido de urgentemente restaurar o normal funcionamento e o respeito entre os profissionais naquela unidade”.
