Pela certa que até o autor, o saudoso Zé Rodrigues, gostaria de o ver neste local. Com o imponente monte de Santa Luzia e os seus ex-libris (hotel e templo) bem alinhado na retaguarda; espaço avantajado para que respire bem no seu enquadramento; arvoredo que crescerá abundantemente para propiciar a sombra que encontrou nas savanas por Terras de Vera Cruz; a aragem marítima que tanto respirou a bater-lhe no corpo desnudado e no corpo sensualizado da sua Catarina Paraguaçu; alegremente saudado por tantos que o reclamavam fora da praça, onde tão mal se encaixava e ele próprio se sentiria, porque nada dado a ambientes ora exóticos ora históricos; pensará, lá para com os seus botões, que nada de melhor lhe poderia ter acontecido, dando-lhe a paz que há tanto tempo reivindicava.
Levou tempo, dirá em jeito de conclusão, mas sempre ocorreu. Obrigado a quem me fez respirar os ares com que me identifico e valorizou a bonita praça que os meus “conterrâneos” tanto prezam. Muito bem, João Álvares, a gente agora até te vê com redobrada simpatia. E que ninguém te queira ver de novo onde incomodado estavas. Sim, porque “cada cabeça cada sentença”, como é comum dizer-se. E o povo nem sempre é quem mais ordena.
