Um conjunto de responsáveis das mais variadas áreas do distrito e do país, que concordaram e acederam em debater o estado da Saúde Mental, reuniram recentemente em Ponte de Lima. A iniciativa partiu da associação vianense Methamorphys.
A assembleia era composta, essencialmente, por profissionais da área da saúde e das IPSS’s do distrito de Viana do Castelo. António Leuschner abriu o debate com uma intervenção que durou apenas meia hora, mas que pôs o auditório a refletir sobre “A saúde mental, mas afinal do que estamos a falar?”.
Com a moderação de Paula Pina e Ana Machado, o debate aconteceu sempre com questões consideradas de relevância na área de domínio de cada convidado e que dessa matéria fizesse a ligação para, numa primeira ronda, perceber e catalogar, quais seriam os maiores problemas que a Saúde Mental enfrenta.
Assim, registou-se “A visão da Ordem dos Médicos, como um garante da promoção da Saúde mental, desafios, recursos, perspectivas” por Miguel Guimarães (Bastonário da ordem dos médicos). “Como julgar a Saúde Mental” por José Júlio A. Pinto (juiz presidente da Comarca de Viana do Castelo, juiz desembargador). “As Unidades de Saúde como resposta residencial” por Franklim Ramos (presidente da ULSAM). “A participação do Poder Local nas parcerias para a construção de soluções para a Saúde Mental”, por José Maria Costa (presidente da CIM Alto Minho). “Saúde Mental o que está por fazer”, por Cristina Oliveira (diretora do Centro Distrital da Segurança Social de Viana do Castelo; e “As IPSS e as condições a dar para que possam trabalhar”, por Filomena Araújo (presidente da União das IPSS’s de Viana do Castelo).
Conforme nos sublinhou fonte da organização, os problemas e as soluções apresentadas e clarificadas como caminho e, mais que isso, os desafios lançados, mesmo aqueles que não sendo base do que está por fazer, são para aligeirar e resolver parte dos problemas inerentes, tornando mais fácil todo o processo de trabalho dos vários intervenientes.
Deste debate irá surgir uma “Carta de Recomendações” que será enviada ao Ministério da Saúde e de outras instâncias que tenham uma ligação direta à saúde mental. O mesmo conteúdo será enviado ao Presidente da Republica, para que possa ter conhecimento das preocupações e vontade de contribuir em trazer respostas ao Alto Minho.
Ficou ainda a promessa da presença da Methamorphys e restante organização para reumir com a CIM Alto Minho, a fim de trabalhar, construir respostas e parcerias nesta área no Alto Minho.
Também foi anunciado ao público e aos cuidadores de pessoas com doença mental presentes, que a Methamorphys é a associação que os recebe e os acolhe no distrito.
O presidente da instituição, Jorge Viana, no encerramento, lançou o desafio aos cuidadores presentes que se juntem à Methamorphys para trabalhar no sentido de minimizar ou resolver as dificuldades que os cuidadores sentem e gostavam de ver resolvidas.