Teatro do Noroeste/Centro Dramático de Viana apresenta programação para 2020

São cada vez mais os vianenses a acreditar que Viana tem uma companhia de teatro que cresce permanentemente em profissionalismo e grandeza. Não vai há muito tempo que o Teatro do Noroeste, de parcos recursos materiais e humanos, se debatia com dificuldades que perigavam a sua sobrevivência. Mas quando no dia 22 de dezembro do ano findo, no Teatro Sá de Miranda, 21h30, se fez a apresentação da programação para o ano 2020, seguida de um concerto dos Contraponto, o muito público presente ficou suficientemente convicto do crescimento, da maturidade, da autoconfiança e do apego profissional do seu CDV, que inova, diversifica e se multiplica em atividades que tão bem exerce.

Um programa intenso foi dado a conhecer. São 182 representações teatrais que se distribuirão ao longo de 11 meses, com uma média de 17 espetáculos por mês, no domínio da criação, acolhimento e circulação. Haverá cinco novas criações próprias, entre elas, a primeira, com estreia programada para 04 de fevereiro, “Mas alguém me perguntou se eu queria ir ao teatro?!”, destina-se aos alunos do ensino secundário, com texto e encenação de Ricardo Simões, para permanecer em palco até dia 21. Segue-se o espetáculo “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, de Jorge Amado, com encenação de Tiago Fernandes e interpretação de Ana Perfeito, Alexandre Calçada, Elisabete Pinto, destinado a público do primeiro ciclo do ensino básico, de 27 de fevereiro a 27 de março.

A 27 de abril, estreia “Se tu visses o que eu vi”, uma cocriação dirigida por Raquel Amorim, com Ana Perfeito e Elisabete Pinto, para públicos a partir dos três anos, que percorrerá gratuitamente os jardins-de-infância públicos do concelho de Viana do Castelo, até 04 de junho. Para completar as novas criações de 2020 haverá mais dois trabalhos: a assinalar o centenário de nascimento de Bernardo Santareno, deste insigne dramaturgo português será levado à cena “O Lugre”, com encenação de João Mota. A estreia está marcada para 26 de junho. Haverá, ainda, “Falar verdade a mentir”, criação a partir da obra de Almeida Garrett, com direção de António Capelo, de 16 a 31 de outubro, com interpretação de Ana Perfeito, Alexandre Calçada, Elisabete Pinto e Tiago Fernandes.

Destaque ainda para a estreia em Viana do Castelo, em maio, do Festival Dias da Dança (DDD), com espetáculos e ações de formação de criadores de renome internacional da dança contemporânea europeia, a que se junta o FITEI, festival que, pelo quinto ano consecutivo, apresenta, na capital do Alto Minho, espetáculos de teatro de criadores ibero-americanos, este ano do Chile e o Peru. Já o circuito ibérico de Artes Cénicas proporcionará a apresentação de espetáculos de companhias de Portugal e Espanha, quer na programação regular, quer no festival de teatro de Viana do Castelo, que terá a sua 4.ª edição entre 10 e 18 de novembro.

O projeto Comunidade passará a incluir, em janeiro, uma quarta oficina regular de teatro com funcionamento semanal designada ATIVAtodos e destinada a pessoas entre os 18 e os 60 anos de idade. Ativas estarão também as oficinas existentes – ATIVAsénior, ATIVAjúnior e Enquanto Navegávamos, esta formada por ex-trabalhadores dos extintos ENVC – que apresentarão nos dias 31 de janeiro, 01 e 02 de fevereiro, a criação comunitária “Gil, Santareno, Eannes” com o objetivo de assinalar o 22.º aniversário do regresso do navio hospital Gil Eannes a Viana do Castelo, entretanto transformado em museu.
GFM

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