Concertina e artistas populares com panteão

Ainda este mês deve ser inaugurado, no Santoinho, o painel de Vilarinho, o tocador e cantor popular natural de Covas, V. N. Cerveira, falecido há já sete anos. É feito em pasta de grés, com azulejo em baixo relevo e cerca de 2,5m por 1,8m. Executado por Mário Rocha, Valdemar Cunha viu-o, há dois anos, no “Arte na Leira” e sentiu que devia figurar naquele espaço de museu rural que o Santoinho representa.

Agora, o projeto é mesmo que este espaço icónico de Viana do Castelo seja o “panteão da concertina e dos artistas populares da região”. Numa visita que Valdemar Cunha e Mário Rocha, há dias, ali efetuaram, na companhia de Canário, Quim Barreiros e Daniel Campelo – este ex-edil limiano apoiou o projeto deste que, também, viu o painel no “Arte na Leira”- , entendeu-se que, depois de Nelson Vilarinho, também, com a mesma autoria, ali sejam colocados painéis de nomes emblemáticos de cantores populares, como Marinho, Delfim, Cachadinha e, até, dos próprios Quim Barreiros e Canário.

O Santoinho terá, pois, um passeio dos cantores populares da região. Algo emblemático e que, habitualmente, é frequentado por milhares de pessoas das mais diversas paragens e origens. A pandemia deixa-o temporariamente vazio, mas Valdemar Cunha não desarma e lançou o repto a Mário Rocha no sentido de dar corpo a outros trabalhos de forma a imortalizar os artistas da região ligados à música popular.

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