O concelho de Paredes de Coura mantém-se na escala dos concelhos de “risco muito elevado” na transmissão do novo coronavírus. De momento, é o único concelho do distrito neste nível.
Paredes de Coura continua a ter como regras o teletrabalho obrigatório sempre que as funções permitam. Os espetáculos culturais com os mesmos horários que a restauração (até às 22h30); cafés com máximo de seis pessoas por grupo no interior e 10 nas esplanadas; o comércio a retalho funciona até às 21h e há limitação de circulação na via pública a partir das 23h.
O Conselho de Ministros aprovou, ontem, a obrigatoriedade de apresentar o certificado digital ou teste negativo para o acesso ao interior de restaurantes inseridos em concelhos de risco elevado ou muito elevado, a partir das 19h de todas as sextas-feiras e ao longo de todo o dia aos feriados, sábados e domingos.
A apresentação do certificado digital ou de um teste negativo é obrigatória, em todo o território continental, para aceder a “estabelecimentos turísticos ou a estabelecimentos de alojamento local” no momento do check-in.
Os menores de 12 anos estão dispensados da obrigação de se sujeitarem a testes de despistagem para acesso a locais ou estabelecimentos, para participar em eventos e para efeitos de circulação.
Na conferência de imprensa após o Conselho, a ministra da presidência explicou que “há um agravamento da pandemia, em particular durante esta semana, em que a média diária de casos subiu 54%”.
Mariana Vieira da Silva referiu que Portugal “continua na zona vermelha da matriz”.
Relativamente à adoção da apresentação do Certificado Digital ou de um teste negativo como medida de combate à pandemia, Mariana Vieira da Silva disse que esta representa “um reforço da segurança no acesso a estabelecimentos, que é acompanhado da normalização do seu horário em todo o território nacional”.
“Desde o primeiro dia, temos procurado seguir o mesmo princípio de progressivamente assegurar condições de segurança, afetando o menos possível a nossa economia”, disse a ministra, defendendo que “durante muito tempo” o único recurso do Governo foi a “limitação ou encerramento das atividades económicas”.
“Hoje, com o Certificado Digital e com uma disponibilização muito mais frequente de testes, sejam PCR, antigénio ou testes rápidos, temos outras condições para garantir que algumas atividades económicas temos mais condições de segurança sem as mesmas restrições”, continuou.
Apresentado como “muito significativo”, Mariana Vieira da Silva expressou que o Certificado “aumenta a segurança e não restringe a atividade económica”, sendo esse o “princípio que rege as medidas e que faz sentido aproveitar à medida que temos outros instrumentos de combate à pandemia”.
