“Memórias de um povo” no Museu do Traje

Testemunhos do trajar de outros tempos foram recolhidos nas 40 freguesias do concelho. O registo vídeo e alguns elementos representativos dos tecidos estão expostas na sala Amadeu Costa. A mostra foi aberta ao final da tarde de 13 de agosto e prologar-se-á até final do ano.

“É de uma riqueza imensa”, começava por caracterizar o presidente da Comissão Executivas das Festas. António Cruz manifestava a importância de “recolher estes testemunhos junto dos que viveram na 1.ª pessoa a transformação dos nossos trajes”. Para este responsável é “recuperando a memória que enriquecemos a Romaria, que tanto enaltece a nossa etnografia”.

“A nossa cidade é conhecida pelo trajar”, referia Hermenegildo Viana. Adiantando que “nunca tínhamos feito um recolhimento destas informações nas 40 freguesias”. O também elemento da Comissão de Festas revelava que “a exposição tem uma ligação muito forte com a edição deste ano da Festa do Traje”.

As informações foram recolhidas junto de pessoas dos 65 aos 103 anos, que acompanharam a evolução do trajar de 1925 a 1960. A equipa responsável pela recolha falou com cerca de 100 pessoas.

A exposição está dividida em seis partes para “facilitar a compreensão de como os trajes populares vianenses serviram no passado como elementos de coesão social, ao mesmo tempo que estratificavam a sociedade local em classes e grupos diferentes”.

O autarca vianense manifestava que “o que pretendemos é que este fosse um Museu vivo e de ligação ao território”. José Maria Costa assegurava que “trazemos o território e a nossa identidade para dentro deste espaço. São testemunhos para memória futura. Isto é um trabalho importante que devemos fazer”.

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