A IRIS – Associação Nacional de Ambiente, através da sua delegação regional de Viana do Castelo torna público a observação de um Abibe – comum (Vanellus vanellus) na zona húmida da ribeira de S. Simão e outro na praia Norte.
O nosso país constitui um paraíso no inverno para as aves que fogem aos rigores do Norte. Esta é a melhor altura do ano para observar aves aquáticas em Portugal, como aconteceu in loco com esta espécie, que é uma das limícolas mais abundantes em Portugal.
Esta ave límicola apresenta um tamanho idêntico a um pombo, entre 28 a 31 centímetros de comprimento, de envergadura 70 a 76 centrímetros, pesando entre os 150 a 310 gramas, com um penacho bem evidente. Apresenta coloração branca nas partes inferiores, e escura em tons esverdeados, nas partes superiores. Os reflexos verdes e roxos da parte superior perdem vivacidade nesta época do ano, além do seu voo de borboleta, com batimentos cuidadosos e rápidos. A garganta é preta, alongando-se até desembocar na faixa peitoral preta. No inverno, a garganta e a parte superior do peito tornam-se brancos. A sua cauda é curta, quadrada e preta com base branca e o seu uropígio é branco. O bico é preto, curto e fino. As patas são vermelho – escuras e compridas. A sua logevidade pode atinguir os vinte e três anos.
Costuma ser observada a nutrir – se de invertebrados apanhados enquanto anda ou corre no solo. Inclina-se para a frente exibindo a parte inferior da cauda. Tem por habitat os terrenos alagados, campos lavrados, estuários costeiros com salinas, áreas sujeitas a marés e zonas húmidas.
É fundamental nunca esquecer que o bem–estar das aves deve ser mais importante do que a nossa vontade de as observar.
A sobrevivência destas aves depende de todos nós.
Jorge Silva
