A velha foi “sarrada”

Dois anos depois, a “Sarração da Velha” de Afife voltou a sair à rua, numa organização da associação NAIAA e que reuniu um número significativo de jovens, que fizeram questão em manusear os seus triquelitraques. 

Devemos destacar o contributo que o afifense Luís São João tem dado para que tal aconteça, porque há vários anos a esta parte, e duas vezes por semana desloca-se à escola da freguesia para ensinar os alunos a tocar a “Marcha, o Sarra e o Esgalha”. Refira-se que a tradição saiu à rua, respeitando os moldes antigos, com uma cópia fiel daquilo que era a tradição na freguesia, já que o andor com a figura da velha foi construído com os materiais usados antigamente, como as varas de eucalipto, os vimes e o papel vegetal, enquanto que a iluminação era feita, por velas de cera. 

Depois do cortejo, que percorreu algumas artérias da freguesia, a Velha foi colocada em cima da centenária Mesa de Pedra do Cruzeiro, altura em que foi prestada uma simbólica homenagem a Tomás Pinto, que foi um afifense que sempre colaborou com a tradição e que recentemente nos deixou. Foi lido o testamento, que é uma forma de criticar inofensivamente, aquelas situações que ao longo do ano aconteceram na freguesia. 

Agora o NAIAA prepara a Queima do Judas, tradição que foi trazida para a freguesia, por um portuense, morador na freguesia há cerca de 50 anos e que foi o enfermeiro Bandeira, que residiu no lugar do Cruzeiro. 

Novos órgãos

O Casino Afifense reuniu a sua Assembleia-geral, no entanto ficou bem vincado que o plano de atividades dos últimos dois anos, não foi conseguido na sua totalidade, já que a pandemia veio a condicionar a atividade da associação. Já na área técnico-administrativa e financeira foram mantidas as ferramentas adequadas à continuação da reestruturação administrativa e financeira e a utilização de princípios de rigor, transparência e monitorização permanente.

No que diz respeito ao bar, constatou-se, tal como na generalidade de outros estabelecimentos, uma quebra no seu movimento diário por força das medidas impostas pela DGS, no entanto verificou-se uma retoma interessante. 

Foi também concluído o programa traçado para a requalificação do espaço cénico, que inclui a teia falsa em aço e a substituição de todas as cablagens, assim como o camarim que sofreu uma intervenção adequada, transformando-o num espaço mais funcional e dotado de meios exigidos para a função da casa. 

A Assembleia votou a eliminação de 10 sócios, por falta de pagamento de quotas relativas a 2018 e foi aprovado dar mais um ano aos associados que tem a quota em falta a partir de 2019. Foram admitidos no último ano 18 sócios, tendo falecido 10 associados. 

Os novos corpos sociais foram já empossados, mantendo-se António Jardim como presidente da direção. Este deu a conhecer que já existem algumas atividades agendadas e muitas outras em vias de agendamento.

Afifense quer subir de divisão

Ao vencer em Santana, por 24-26, o Afifense garantiu o segundo lugar no campeonato nacional da terceira divisão de andebol e agora parte com enorme confiança para a subida. 

O Afifense terminou este campeonato com a melhor defesa, sem qualquer derrota em casa e é a única equipa, que nos jogos em casa, consegue encher o pavilhão, com os seus apoiantes. O Afifense quer regressar a um campeonato, onde já marcou presença e parte confiante, para a fase seguinte. 

Refira-se que a Associação Desportiva Afifense é o único clube do distrito, a participar em campeonatos nacionais de andebol.  

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