O “espelho d’água”, como lhe chama a Câmara de Melgaço, no rio Laboreiro, na vila de Castro Laboreiro, Melgaço, tem de ser desmantelada. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ordena a suspensão da obra de 200 mil euros que considera um “atentado ambiental”. Esta informação está a ser avançada pelo Minho Digital.
Segundo aquele órgão de comunicação, “a APA ordena a suspensão do polémico “espelho d’água” e desafia a Câmara de Melgaço a repor a situação anterior ao início das obras”.
Recorde-se que o “espelho d’água” como lhe chama a autarquia, está situado numa das margens do rio Laboreiro, em Castro Laboreiro e teve um investimento de 200 mil euros.
O ambientalista Carlos Evaristo lamenta que a obra “mexe com a margem natural do rio, está em zona de cheias, em zona de domínio público hídrico fluvial“, tratando-se de um crime ambiental, conforme declarações ao programa Prova dos Factos da RTP1.
Este programa de investigação jornalística denunciou o caso na última sexta-feira e, na altura o autarca melgacense garantia que “estamos aqui para nos defender, para fazer valer aquilo que achamos que, de uma forma responsável e séria, construímos do ponto de vista de obra e de projecto”.
