Em tempo de Pandemia – A Contestação do preço da Água

Em tempo de Pandemia – A Contestação do preço da Água

Em tempos, a Câmara Municipal de V. N. Cerveira lançou-se, com outros parceiros, na preparação de um novo ciclo de abastecimento e distribuição da água pelos seus munícipes com a promessa de oferecer melhor serviço e menos burocracia e “leves” variações de preços, criando-se para tal uma nova empresa a quem viria a competir a melhoria das redes e a prestação do serviço!

Pois bem, hoje, concretizado esse objectivo, constata-se que o serviço não melhorou, antes pelo contrário, a burocracia aumentou e nos preços verificam-se subidas que andam lá pelos 400%, sim, é isso, quatrocentos por cento!

A água ficou mais cara do que aquilo que se verifica no Porto ou em Lisboa, por exemplo, onde o nível de vida é muito superior a qualquer um os nossos concelhos.

Recordamos que o plano começou por ser apadrinhado por quem liderava a autarquia na altura e foi apresentado numa reunião aberta com a população e a explanação coube a quem se preparava para integrar a administração da empresa a constituir que, como é óbvio, traçou um quadro idílico, donde só era de esperar vantagens, o poder autárquico caucionava tal posicionamento e a maioria, entre desconfiada e bem intencionada, manteve-se silenciosa, havendo uma voz que se destacou a questionar a bondade  daquilo que se apresentava como solução, melhor serviço e mais eficiência. Essa voz era exactamente do então líder do movimento “geringonçal” que veio a assumir o poder Autárquico e a concretizar esta maquiavélica solução, o que só confirmar a máxima de S. Tomás, “olha para o que ele diz e não para o que ele faz”, ora bolas!…

E o que temos agora: Uma majestática empresa que dita as regras, a facturação a deixar os consumidores à porta do desespero, novos gestores pagos com chorudos ordenados, sedes da dita empresa  por tudo que é sítio, pelos vistos até obrigam os consumidores a enviar a leitura dos contadores, mas a que propósito (?), seremos todos empregados “forçados” da empresa, sem quaisquer contra-partidas?!

Não venham agora os autarcas em causa “lavar as mãos como Pilatos”, quando foram eles que cozinharam tal solução e fizeram-no na perspectiva de pouparem dinheiro à custa dos seus munícipes, e com a promessa de, pelo menos, servirem melhor e a verdade é que não conseguiram, nem uma coisa, nem outra!

Aí está um princípio regionalizante que trouxe mais burocracia, mais “tachos”, mais burocracia e mais distanciamento dos cidadãos, portanto um mau exemplo  que merece a condenação generalizada da população e de nada servem as justificações e explicações que  são adiantadas por alguns lugares tenentes, e nunca pelos mais altos responsáveis, explicações que mais não são do que “desculpas de mau pagador” até porque a solução só pode passar pela reposição dos tarifários anteriores e pelos serviços de proximidade que eram prestados, acabando com este abuso e poder “monopolista” impróprio de uma sociedade democrática!

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