Um Outono…diferente

Um Outono…diferente

Chegou o outono! Eu sempre gostei do muito do “meu” querido outono pois nasci em outubro e, depois da canícula do Verão, sabe-me bem ver as folhas das árvores e das vinhas, tomarem novas tonalidades e caírem, pondo no chão e nos terrenos agrícolas, um “tapete” tão lindo, para depois de mais uns longos tempos de invernia, ressurgirem na primavera, como se a vida voltasse a ressuscitar…Confesso que é a minha estação preferida. Contudo, este outono é diferente, terrivelmente diferente, confesso. Para além deste segundo surto da pandemia, muito pior do que o primeiro, que tem varrido não só o nosso querido país, vejo o mundo, o mundo todo a ter de se “confinar”, os pequenos comércios a fecharem (a continuar assim, muitos mais vão fechar as sua portas….e criar ainda mais desemprego), as pessoas “desconfiadas” com medo de se cruzarem com os amigos e/ou alunos, por causa das máscaras e do possível contágio. Que tristeza me dá o que se está a passar nos Lares de “Idosos”. Não, o mundo nunca mais voltará a ser o mesmo…Aqui no concelho onde vivo, em Mogadouro, distrito de Bragança, as vindimas, que nesta altura do ano eram uma alegria, um são convívio entre amigos e visitantes, tornarem-se numa grande origem de contágio e numa pequena aldeia deste concelho, no caso concreto Vilarinho dos Galegos, serem a fonte de uma vasta epidemia, que afeta e afetará uma vasta quantidade de gente. Até quando vai durar isto? Ninguém sabe! Quando se “criará” uma verdadeira vacina? Ninguém sabe!

Quis ir a Viana do Castelo, ainda no mês de setembro, para ver a terra do meu coração e para matar saudades, mas, para além da pandemia, outro desgosto tive, logo ao chegar: morreu o Sr. Bispo emérito, Sr. José Augusto Pedreira. Confesso que umas lágrimas me escorreram pela face…morreu um grande amigo meu! O Sr. Padre Pedreira (era assim que lhe chamavam quando tive o prazer de o conhecer) era o Diretor do Colégio do Minho, quando lá fui aluno do ensino primário. Fiz lá as três primeiras classes, do então chamado ensino primário, aluno da Sr.ª Professora D. Júlia Durães e, quando fazia falta, lá ia o meu saudoso amigo dar-nos umas aulas. Depois, quando mudei a residência para a Rua da Bandeira, mudei para a Escola de Carmo, onde tive o privilégio de ter tido como professor, o Sr. Professor David. Ainda estive algum tempo perto da porta da Sé (antiga Igreja Matriz), mas não consegui entrar…contudo, o meu coração esteve sempre junto da sua tumba. Até um dia, Sr. Bispo emérito, até um dia…e que Deus lhe dê o lugar que merece…

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