Uma nova estirpe de inquisidores, com o apoio de alguns profissionais da imprensa aliada à extrema-esquerda, vem reclamando uma revisão pública da História desta Nação que somos, não no sentido de reconhecer os feitos dos nossos antepassados, mas antes de estigmatizar todo um passado. Um passado em que se desbravaram fronteiras para o conhecimento de novos mundos, proporcionando uma admirável interacção de culturas.
Essa interacção multicultural ficou indelevelmente registada na monumentalidade existente em todo o país e numa vastíssima literatura de que é expoente máximo “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, que descreve em verso aquilo que foi a nossa vocação marítima da época.
Mesmo os novos países que, por força dos Descobrimentos, foram, entre erros e sucessos, trazidos à luz da civilização por acção dos nossos navegadores, colonizadores e governantes, mantêm ainda alguns marcos da presença portuguesa e deles não abdicam porque a História não se apaga. Até no evoluído Oriente, como o Japão, Índia e outros Estados, recordações dos nossos descobrimentos são quase religiosamente protegidas porque fazem parte da sua História como nações.
Feitas estas considerações, na qualidade de português que sou e que amo a minha Pátria, e ainda como antigo e orgulhoso combatente que arriscou a vida como tantos outros milhares de jovens, na selva africana a combater o terrorismo e a guerrilha, não posso ficar calado perante esta horda de bárbaros e traidores que, despudoradamente e sem qualquer experiência de guerra, se pretendem assumir como juízes sobre situações que não viveram, nem sabendo o que é o sofrimento. Vão às bibliotecas e pesquisem como nasceu o terrorismo em Angola, Guiné e Moçambique e vejam a brutalidade das imagens nos registos audiovisuais, com milhares de corpos de cidadãos brancos e negros chacinados, cortados aos bocados e abandonados aos animais selvagens, situação a que as autoridades nacionais tiveram de responder, como se impunha, para proteger vidas inocentes e punir os terroristas.
Lembraram-se agora alguns radicais das esquerdas de querer destruir os símbolos da expansão de Portugal e de tudo quanto lhes está subjacente, a começar em Lisboa com os brasões dos PALOP e o monumento aos Descobrimentos. Isso é assassinar a nossa História! Os verdadeiros portugueses não podem conceber que tal aconteça, quer porque os cidadãos eleitores não passaram qualquer procuração para o efeito a estes parasitas da política, quer porque nem tal intenção foi patente em programas eleitorais, e muito mal vai o Estado e os seus órgãos representativos se permitir que uma parte da nossa memória colectiva fique à mercê destes bárbaros e seja reduzida a cinzas.
Repugna-me até às entranhas que nesta fase da minha vida tenha de encarar tal corja de traidores, que tudo fazem para se autopromover politicamente, abraçando temáticas que dividem a sociedade, como é o caso de um deputado do PS! Tem de haver um governo forte que ponha estes figurões na ordem, produzindo legislação que proteja inequivocamente a nossa memória histórica, com pesadas penas para quem tenha a ousadia de atentar contra ela.
Se conseguirem os seus intentos maléficos, ainda veremos, certamente, outras tentativas de destruição de monumentos emblemáticos como a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos e muitos outros.
Portugal e os verdadeiros portugueses não podem deixar apagar a memória dos nossos antepassados. Se este governo não tem força para impedir que se assassine a História de Portugal, então há que elegermos outro que tenha capacidade para impor autoridade.
Desejaria ainda fazer uma abordagem a um tal Mamadu, a quem alguma imprensa tem oferecido honras de primeira página, por tecer críticas mordazes contra a nossa História, contra os heróis de guerra do ex-ultramar e contra os brancos.
Quem és tu, Mamadu, para criticares, com todo esse ódio que existe em ti, os heróis portugueses de várias gerações? Qual a tua ligação histórica com eles? Tu só vês os factos pelo lado negativo, pelo lado do ódio racial, faltando-te a luz da contextualização histórica.
Olha, Mamadu! Eu fui um dos muitos jovens oficiais que combati em África e muito me orgulho disso. Sabes porquê? Porque me acompanhava um ideal patriótico pelo qual me envolvi como muitos outros milhares de jovens deste país. Acompanhava-nos esse ideal que tu nunca sentiste, não sentes, nem sabes o que isso é, e por isso não podes falar do que desconheces. Anatemizas o Tenente-Coronel Marcelino da Mata e os militares portugueses pelo modo como se empenharam nas missões operacionais? Quem és tu, Mamadu, para os julgar e criticar, se não passaste pela realidade que eles vivenciaram, se não enfrentaste o “morro eu ou ele”, se nunca viste o destino da tua vida no cano de uma espingarda apontada a ti? Chamas a isso opinião? Não, não é. É o ódio racial que te consome.
Sabes? És um ser humano falhado que, ao que tenho lido, milhares de portugueses desprezam, não por serem racistas como dizes, mas por seres tu próprio um racista que prega o ódio contra o homem branco e os militares portugueses.
E seres membro de uma organização, em Portugal, que se diz combater o racismo, é, no mínimo, anedótico.