O estado a que a Nação volta a chegar

O estado a que a Nação volta a chegar

No fim de semana último, a comunicação social nacional explorou os números do “Atlas da Emigração Portuguesa” e ficou espantada com a fuga dos portugueses, para a Europa desenvolvida, e alarmada pelas suas consequências, no futuro do país.  

Títulos como “30% dos jovens nascidos em Portugal vivem fora do país”, “Portugal é o país da Europa com mais emigração” e “Em 20 anos, 15% da população emigrou” chamaram a atenção dos leitores para o êxodo de mais de 800 mil jovens, quase um terço do sexo feminino, que residem atualmente no estrangeiro. E destacaram o impacto que este êxodo tem na população ativa e na taxa de natalidade nacional. 

A cultura assente na menorização do mercado, a desvalorização dos salários e das condições de trabalho, a elevada carga fiscal e a escassez de projetos de futuro para as suas vidas são as principais razões que terão levado aquelas centenas de milhares de jovens para a diáspora portuguesa.

Há um século, pouco depois da 1.ª Grande Guerra e da pneumónica, os portugueses emigravam em massa, sobretudo para o Brasil, desiludidos com as promessas de governação democrática e de melhoria das condições de vida que a República lhes tinha prometido e em que já poucos acreditavam.

Meio século depois, quando a emigração portuguesa para França atingia o seu auge, um conhecido cantor de intervenção fustigava o regime não democrático, que caminhava para o seu ocaso, com “este parte, aquele parte / e todos, todos se vão”, de que muitos leitores ainda se recordarão.

Agora, quando por todo o lado se preparam as comemorações do 25 de Abril, não esqueçamos que o estado a que chegamos tem causas, nomeadamente a governação, nem sempre competente, independente e isenta e raramente voltada para o médio e o longo prazo, que muito tem contribuído para a baixa produtividade e eficiência da economia portuguesa, asfixiada pela intervenção, excessiva e poucas vezes feliz, do Estado.

A história repete-se, mas nunca da mesma maneira… E, em democracia, a maneira como ela se repete depende muito do voto dos eleitores. Saibamos usá-lo da melhor maneira nas próximas eleições.

Carlos Branco Morais

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