Os Bastidores da Administração Pública

Os Bastidores da Administração Pública

Em todos os países em que existe Estado de Direito, os serviços públicos são dirigidos pelo Poder Político. No entanto, como sabemos, este é eleito a cada quatro anos, podendo, e bem, mudar a cada novo ciclo eleitoral. Por isso, e bem também, os serviços do Estado necessitam de quem garanta o seu funcionamento, independentemente dos governos que estejam, ou deixem de estar, em funções. Numa definição de Administração Pública, podemos descrevê-la como sendo uma hierarquia de funcionários com vínculos laborais públicos, que é subordinada jurídica e executivamente ao Poder Político vigente, e que tem por missão garantir a execução das políticas do Estado. Donde é lícito considerar que é a cada Governo eleito que compete gerir a Administração Pública, através da tomada de decisões políticas que são, por sua vez, implementadas e fiscalizadas pelos serviços estatais. Ou seja, e simplificando, perante o que está estabelecido, é o Poder Político que decide e a Administração Pública que executa. Pelo menos, em tese. Mas, e na prática?

Quanto pode, de facto, quem governa, perante quem executa? E que poder detêm aqueles/as que têm a obrigação de executar, perante quem tem o ónus de decidir? Por exemplo: o que pode um/a governante democraticamente eleito/a fazer perante um/a funcionário/a público/a que, ao invés de executar uma decisão superior decide, porque discorda da mesma, protelar a sua execução, encontrando repetidamente razões, não para desobedecer (o que poderia ser sancionado), mas para justificar a sua inação? Apesar de amplamente conhecida e estudada pela teoria da Administração Pública e da Gestão, a resistência passiva é uma debilidade funcional que continua a grassar nas democracias. E vem de longe. Já na peça “Arlequim, Servidor de Dois Amos”, escrita por Carlo Goldoni, em 1745, a personagem servidor se ria para o público: “Pobre Arlequim! Preciso de mudar de profissão! Mas fazer o quê? Graças a Deus, não sei fazer nada!”. Afinal, quem são e o que podem estes “Arlequins” e estas “Columbinas” da atualidade?

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