É bom sermos os melhores

É bom sermos os melhores

Quando os rankings das escolas são dados a conhecer, há sempre opiniões para todos os gostos. Também nós temos a nossa. Nós também sabemos o quanto se torna difícil atribuir valores e apresentar rankings sobre educação como realidades pouco questionáveis. No caso concreto do confronto escola pública e escola privada, por exemplo, não podemos omitir que a composição social dos alunos da primeira, regra geral, é pouco comparável com a segunda. Na escola pública impera a massificação e a desigualdade por falta de recursos da maioria das famílias, o que torna o ensino mais exigente e bem mais trabalhoso; já na escola privada, em boa medida, há mais unidade na aprendizagem, já que os estudantes são em boa parte oriundos de famílias de maior poder económico e, por isso, suscetíveis de melhor rendimento, com vida mais facilitada para quem ensina. Por isso, colhe mal o argumento de que o ensino privado se apresenta mais exigente e de maior sucesso. Exigente é trabalhar com turmas de graus de aprendizagem díspares, com a maioria dos alunos sem acompanhamento das famílias, já que boa parte destas mal têm tempo para dormir, porque todo o tempo é pouco para melhorar parcos rendimentos.

Mas se perante estas realidades, que ninguém desconhece, o nosso distrito, Viana do Castelo, se apresenta com a melhor média nos exames nacionais do ensino secundário, tendo em conta as notas de 2020 (ver pág. 05), temos razão para nos congratularmos e dizermos que o Norte profundo – onde Lanheses se destacou –, desde sempre abandonado, um pouco visto como espaço de “segunda divisão”, também sabe afirmar-se como espaço de trabalho e vontade de não ser eternamente “lanterna vermelha”.

A “brigada das casotas” – até o nome soa bem – (ver pág. 07) é um exemplo que não pode deixar de merecer referência neste espaço. Cinco reclusos do Estabelecimento Prisional de Viana do Castelo, em parceria com a Alar e a Gatos de Ninguém, deixaram-se envolver num projeto de voluntariado para a confeção de casotas para cães e gatos abandonados. Todos ficaríamos mais satisfeitos se não houvesse animais abandonados e por isso desnecessário criar-lhes condições para se abrigarem, mas se o problema existe é de louvar quem procura minimizá-lo; e com mais razão quando se constata uma conjugação de esforços entre as associações com este tipo de preocupações e um estabelecimento prisional instalado na nossa cidade.

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