Os oito cabeça de lista dos partidos com assento parlamentar, com a exceção da AD e do PAN, que foram substituídos, participaram no último debate organizado pela Viana TV. Marina Gonçalves (PS), Adriana Temporão (BE), Tiago Carvalho (PAN), Emília Cerqueira (AD), Marta Von Fridden(IL), Eduardo Teixeira (Chega), Gonçalo Pereira (Livre) e Celestino Ribeiro (CDU) foram os intervenientes do debate, que durou mais de três horas e que decorreu na escola Secundária de Monserrate.
Com grandes diferenças ideológicas, entre os partidos da esquerda e da direita, os cabeça de lista pouco apresentaram as propostas para o distrito. Os candidatos dos maiores partidos portugueses lembravam muitas das promessas do passado e apresentavam poucos argumentos para os altominhotos os escolherem.
Os jornalistas da Viana TV lançaram a primeira pergunta sobre as propostas dos diferentes partidos para a Agricultura e Pescas, mas poucos candidatos apresentaram medidas concretas para resolver a questão dos profissionais da área. A candidata do Bloco, Adriana Temporão, manifestava a vontade de assegurar um apoio para os pescadores do rio. “Os pescadores dos rios não têm apoios quando está mau tempo”, referiu a candidata. Quanto à agricultura pedia “medidas para agricultura sustentável”.
Na mesma linha de incentivo à agricultura sustentável vai o PAN. Tiago Carvalho pedia mais incentivos financeiros para a plantação de leguminosas e árvores de fruto no Alto Minho.
Emília Cerqueira centrou a sua intervenção na defesa dos produtores de carne. “O que preocupa os nossos agricultores é a gestão de baldios” para a obtenção de subsídios.
Outro tema, que acentuou a divisão, foi a questão da Saúde. A candidata da Iniciativa Liberal defendia que “qualquer doente que não seja atendido no serviço público deve ser no privado”. Marta Von Fridden salientava que “o que queremos é replicar um sistema semelhante à ADSE”.
Eduardo Teixeira pedia as urgências abertas e mais investimento para a saúde mental.
Os representantes dos partidos à esquerda, CDU e PS, defendiam o Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Já se esqueceram dos tempos da pandemia”, referia Celestino Ribeiro.
Na mensagem final, Eduardo Teixeira dizia que “votar no Chega é votar num Portugal com oportunidades para todos”.
Gonçalo Pereira apresentou duas propostas do Livre, o passe ferroviário para todos e ainda apoios para as pessoas aquecerem as habitações. “17,5% dos portugueses não têm condições para aquecer as suas casas”, explicava. Acrescentando a necessidade das pessoas votarem nas eleições.
A CDU manifestava a vontade de eliminar os pórticos na A28 e argumentava: “sempre que a CDU teve mais força, a vida melhorou”.
Marina Gonçalves dizia que o secretário-geral do PS assumiu o compromisso de eliminar as portagens da A28 fora da área metropolitana do Porto e advogava a aposta na Saúde e Habitação para todos.
Adriana Temporão dava conta das intervenções dos bloquistas na Assembleia de assuntos da região, mesmo sem tendo nenhum deputado. “Se elegermos alguém do Bloco teremos mais força”.
Tiago Carvalho do PAN falava das defesas da biodiversidade na Serra d’Arga, aquando da intenção de exploração de Lítio e da luta contra a pobreza energética.
Emília Cerqueira falava das duas escolhas: “Querem continuar assim, votem PS; querem mudar, votem AD”.
Marta Von Fridden fechou o debate dizendo que “o único voto que vai mudar Portugal é na Iniciativa Liberal”.
