Ainda as Festas d’Agonia

Ainda as Festas d’Agonia

Realizaram-se ainda muito sob o espectro da covid 19. E, como estava previsto, todo o programa foi condicionado pelas regras oficiais e oficiosas em vigor, com recurso a mecanismos de controlo em tudo o que constituía aglomeração de pessoas. Não podia ser de outra forma. Mal seria que não houvesse rigor em matéria de tão sentido melindre, não só por fazer perigar a saúde das pessoas, mas pelo mau exemplo que se daria. Felizmente, nesta matéria, nada nos pode ser apontado. E mesmo as muitas pessoas que nos visitaram, bem mais do que no ano transato, patentearam um civismo que deve ser salientado: acatamento das normas instituídas e urbanidade assumida, comportamento que todo o bom cidadão aplaude.

Não se saiu mal quem teve a responsabilidade de organizar os festejos possíveis; variados e direcionados, quer para a parte religiosa, quer para a profana. Há aspetos que continuaram sacrificados, mas que podiam não o ter sido tanto. A presença, por exemplo, de uma outra banda de música, componente tão requisitada na nossa Romaria, em alguns locais, era perfeitamente possível.

Há aspetos que foram de superior grandeza e não podemos deixar de aqui os salientar, até porque muito pugnamos nesse sentido. Sempre aqui se disse que as nossas Festas não podem cair na rotina, com os eventos a repetirem-se de um para outro ano, sem alterações que os justifiquem. As nossas Festas jamais podem raiar a banalidade. Elas têm que ser cultural e festivamente criativas. Regularmente aqui se chamava a atenção para a necessidade de partir à procura do novo, mobilizando e promovendo o que de melhor temos, que não é pouco.

Aqui dissemos tantas vezes que, pelo menos, os eventos centrais da Romaria, como o Cortejo Etnográfico, a Festa do Traje e a Mordomia, para só falar de alguns, não podiam ser hoje o que já há muito tempo são. Pois, tivemos este ano uma demonstração bem clara de como é possível fazer diferente. A distinção aconteceu com a Festa do Traje, com um figurino todo ele virado para a criatividade e para uma participação plena das gentes suburbanas e mesmo rurais. Falou o povo, assertivamente e sem peias. Esqueceu o que a gente dita entendida vai debitando e pôs os pontos nos Is sobre realidades que muitos teimam em esquecer.

Deve ser reconhecido que a Festa do Traje já vinha conhecendo a mudança em anos atrás, mas neste esmerou-se, asseverando a organização do evento como a boa diferença é sempre possível e como podemos ter Festas grandiosas em cada ano, calando os que dizem que estas se vêm uma vez e, porque se repetem, não vale a pena a elas vir de novo.

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