Tratar da imigração

Tratar da imigração

A imigração continua a ser tema de controvérsia, por vezes com argumentos pouco sérios, o que não deixa de ser lastimável. Tudo deve ser debatido, porque é assim que aprofundamos questões e valorizamos decisões. Mas não é tendo como princípio o discurso radical, a par do bota-abaixismo. E, mais grave ainda, quando se sabe que somos um país de idade avançada, já que não cuidamos da criação de condições, de forma abrangente, para o crescimento da natalidade. Para a ONU, que se orienta por indicadores obtidos a partir de estudos de caráter sério e científicos, em 2030, Portugal poderá ser o terceiro país mais velho do mundo, tal como consta do artigo do nosso colunista Daniel Bastos, que publicamos na presente edição, pág. 19, cuja leitura se recomenda.

Frequentemente, constatamos que sobem os indicadores que demonstram a importância da política de acolhimento de gente oriunda de outros continentes. É no crescimento da nossa população, que vem acontecendo desde há cinco anos, estimada em 10.639.726 pessoas em 31 de dezembro de 2023; é no suprimento das imensas falhas de mão de obra com que vimos deparando, problema ainda não totalmente resolvido; é na fácil adaptação da população migrante à nossa cultura e à nossa forma de viver; e é no equilíbrio das contas da Segurança Social, um problema de forte preocupação, já que não param de crescer os custos que esta tem que suportar, dado o incremento do número de aposentados.

Contudo, nesta matéria de imigração ainda há muito para fazer, nos mais diversos aspetos, fundamentalmente na regularização dos acolhidos, mas particularmente nas condições habitacionais e no seu enquadramento na legislação laboral portuguesa, de forma a pôr termo à exploração desta mão de obra migrante, que, para além de ser condenável, ainda prejudica seriamente a mão de obra local. Isto não é novo, e boa parte dos emigrantes portugueses que, no passado, saíram do país clandestinamente sabem como foram alvo de exploração por parte de maus empresários, criando-se nos países de acolhimento mau ambiente laboral e, por vezes, sentimentos de ódio.

É isso que Portugal tem que evitar. A imigração não pode servir para que a economia disponha em abundância de mão de obra que facilite o trabalho sem direitos, quer para os que vêm, quer para os nacionais.

          GFM

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