Crónica de maldizer. Mais uma?!

Crónica de maldizer. Mais uma?!

Estou progressivamente a retomar o gosto de ler a (nova) Aurora mas, de vez em quando … parece que voltamos a andar para trás. Senti isso hoje ao ler o artigo “O Mercado de Viana do Castelo e Viana do Castelo no Mercado”, da autoria de Rui Maia que não conheço que, apesar do estimulante trocadilho do título, não passa de uma crónica de maldizer. 

É uma colagem de temas tão diversos (Prédio Coutinho, Mercado, Estacionamento, Constituição, Justiça, Hospital) feita por quem conhece mal Viana do Castelo que tenho dificuldade em desmontar no escasso espaço que o diretor do jornal me pode disponibilizar. Mas vou tentar …

PRÉDIO COUTINHO – Não houve como diz “eventuais ilegalidades”, o Prédio foi mesmo licenciado ilegalmente antes do 25 de Abril. A proposta de demolição foi integrada num Plano de Pormenor, em que participaram os mais prestigiados arquitectos portugueses, amplamente discutido pelos vianenses, aprovado por todas as instâncias políticas e administrativas do país e de legalidade confirmada por todas as instâncias jurídicas. Corrigir erros custa dinheiro, mas teria custado muitíssimo menos se os tribunais fossem mais céleres a julgar os sucessivos recursos.

Se como diz, com os nossos critérios “muitas vilas e cidades deviam ser demolidas”, esse é um problema dos respectivos residentes que não nos compete resolver. Apesar de concordar que temos outros, nós estamos a resolver o nosso mais grave atentado urbanístico!

MERCADO – Diz e bem que as grandes superfícies vendem tudo, mas tem de admitir que os pequenos produtores locais tem o direito de vender directamente aos consumidores que apreciam sabores originais, em vez de os venderem ao desbarato aos intermediários. 

E não falo só de produtores agrícolas, porque aquele mercado terá regularmente feiras de bordados, bijutarias e outros produtos artesanais, tais como, compotas, chás, vinhos, e ainda feiras de permuta e venda de velharias, constituindo um pólo de atracção e de dinamização permanente para aquela área da cidade, como constava do Plano de Pormenor do Centro Histórico.  Não será um mercado para quem vai a correr abastecer-se (que continuará a ir ao super). É um mercado de “slow city”, uma cidade humanizada em que se anda a pé e de bicicleta ou em que se usam os transportes urbanos eléctricos (os mini autocarros Caramuru e Himalaia vão certamente multiplicar-se!) . E como o senhor director do jornal me pede artigos curtos, fica para o próximo número o meu esclarecimento sobre os restantes temas.

N. R.: O autor não segue a regra do Novo Acordo Ortográfico.

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