Dois Poetas falecidos…

Dois Poetas falecidos…

Um deles (1850-1923), mais velho 9 anos pelo nascimento mas 30 anos mais novo pelo falecimento, chamava Abílio Manuel Guerra Junqueiro:

O outro (1859-19539), de nome literário “Álvaro de Castelões” mas de nome civil: Álvaro de Crasto Araújo Cardoso Pereira Ferraz.

Curiosidade: faleceram ambos no mês de Julho: Junqueiro no dia 7 e “Álvaro de Castelões” a 9, respetivamente de 1923 e 1953, ou seja 30 anos intercalares na data de falecimento, embora com idades respetivamente de 73 e 94.

Sendo assim, hoje (7) recorda-nos a morte de Junqueiro, há 99 anos, em Lisboa, e depois de amanhã (9) lembra-nos a morte de Álvaro de Castelões, Porto – 1953.

Dizia eu em título: “Dois Poetas falecidos”

Curioso: falamos de dois grandes nas Letras Portuguesas.

Ambos são nomes muito conhecidos, embora em escalas diferenciadas…

Ambos eles, com certeza, ligados à nossa querida Viana do Castelo.

Na verdade, Junqueiro aqui trabalhou, aqui conheceu, namorou e casou, aqui escreveu grande parte das suas obras, inclusive o belo poema da Moleirinha…

Quanto a Álvaro de Castelões, tendo ele sido Diretor e Eng.ª dos Caminhos de Ferro, vivendo no Porto, tendo desempenhado altos cargos em África e Índia, tendo uma Quinta brasonada em Castelões –  Famalicão, é difícil admitir que nunca viera ao nosso Distrito com ferrovia alto-minhota…

Crescido que fui perto da referida Quinta, conheci pessoalmente, de viso, o Snr Visconde e até convivi e fui conterrâneo da sua “Joaninha moleira” (pessoa – objeto duma paixoneta louca e serôdia como ele mesmo considerou, em revista “O Tripeiro”) ; além disso, fui amigo do Alvarinho do Sr. Visconde, homem infeliz, abandonado, recolhido ao hospital; era primo dum cunhado meu, falei muito com ele, dei-lhe esmolas, lastimei o fim como acabou…!

Num plano meramente cultural, julgo não destoar a publicidade desta minha crónica em “A Aurora do Lima”. Luz que alumia não cega…

Descanso eternamente feliz aos dois saudosos Poetas Extintos!!!

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