Não vou falar de pandemias, nem de alterações climáticas. Estamos todos fartos de um discurso que se repete. Pessoalmente, julgo que pior que pandemias há um assunto que, talvez por medo, evitamos tratar, que é o aumento da população no planeta. Há cerca de cinquenta anos, a população mundial era menos de quatro mil milhões de pessoas, hoje já somos quase oito mil milhões. É difícil, e chocante, as pessoas pensarem nisto, mas, “se fizermos orelhas moucas”, corremos o risco da catástrofe.
Não estamos perante um problema de fácil resolução, mas a realidade de não termos um planeta para comportar a população em crescimento, é que não pode continuar. Acontece que a procriação é desigual por continentes, daí mais razões para acordos entre aqueles que têm a responsabilidade de nos governarem, com o devido respeito por culturas e conceitos religiosos. Contudo, não escamoteando a realidade, porque daqui a menos de trinta ou quarenta anos, a sobrevivência da população mundial está em causa, já que não haverá recursos para alimentar gente que pode ser o dobro da presente. Como será possível a nossa existência sem comida, sem trabalho, e outras exigências básicas para dar sustentabilidade ao Ser Humano? Se hoje, com cerca de 8 milhões já temos boa parte das pessoas a morrer de fome, como será com praticamente o dobro. Corre-se o risco de termos um mundo sem lei, onde reinará o desespero, mas também a anarquia em defesa do básico para não sucumbir. O entendimento é urgente, como urgente é tomar medidas.
Edgar Silva