Viana evidencia-se

Viana evidencia-se

Viana vive um período que consideramos de sóbria exaltação. Por vezes, queixámo-nos de que só nos mostramos nas Festas da Senhora d’Agonia ou, esporadicamente, no reconhecimento da nossa beleza – realidade de sempre –, vogando boa parte do tempo em esquecimento que nos tolhe. É aconselhável não viver em euforias sem boa prova, mas não é menos indicado sacudir pessimismos exagerados. Devemos aceitar que ainda não conseguimos dar o salto para os patamares de desenvolvimento que todas as cidades desejam, e que outras da nossa dimensão têm conseguido; porém, também não podemos falar em marasmo assustador.

Na semana passada, neste mesmo espaço, abordámos a nossa condição de Cidade Europeia do Desporto, com condições para um honroso desempenho, já que a nossa prática desportiva em nada desmerece, se comparada com a daqueles que, com este estatuto, nos antecederam. Mas há outros aspetos de evidência na nossa cidade. 

Recentemente, o 1º canal da RTP, em horário nobre, fez um longo e excelente trabalho sobre o produtor vianense Flávio Cruz e a sua bem conhecida produção “Havemos de ir a Viana”, que acaba de vencer o prémio de “Melhor Vídeo Musical” num festival realizado em Hollywood, EUA, que premeia o trabalho criativo realizado por cineastas. Adiante-se que este vídeo musical já participou em 11 festivais de nove países diferentes, tendo sido 10 vezes galardoado.

Agora, no sábado passado, Viana, durante praticamente todo o dia, esteve em direto no mesmo 1º canal da RTP, a partir da Quinta do Santoinho (com condições excecionais para este efeito), onde tanto se falou de nós e onde se exaltaram os nossos artistas, do canto, das artes plásticas, do folclore, do artesanato e outras variantes, patenteando valor que muito honra Viana.

Alguém poderá afirmar que são demonstrações insuficientes para nos levar a outros patamares de sucesso. Discordamos. Estes feitos mostram-nos, e exibem potencialidades que nem sempre conseguimos dar a conhecer. Não desvalorizemos, por isso, o que de bom existe e acontece no nosso seio.

António Rui Viana da Ponte é um cidadão vianense sobejamente conhecido, felizmente pelas melhores razões, que acaba de ser homenageado (ver pág. 4). Não cabe aqui apresentá-lo, porque tal não é possível. São cerca de 50 anos a prestar serviço abnegado a Viana do Castelo: no poder autárquico, na cultura, no desporto, no sindicalismo, no associativismo e na ajuda ao próximo, vendendo, paralelamente, simpatia, camaradagem e alegria de viver. “A Aurora do Lima”, sempre atenta a quem é digno de distinção, saúda-o e manifesta satisfação pela homenagem, de superior merecimento, de que foi alvo.         

 

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