A linguagem de taberna

A linguagem de taberna

Há quase 50 anos que construímos a democracia. Uma tarefa em construção permanente, onde tem de ser sentida evolução.

Como sempre, espera-se que o exemplo venha de cima. O que nem sempre acontece. A linguagem dos políticos e a forma como se tratam entre si em intervenções públicas dá o tom. Uma coisa são as posições comunicadas por cada força política, inclusive as referências a adversários em linguagem comedida. Outra bem diferente, são piadinhas de mau gosto, adjetivos insultuosos e provocatórios. Todos os eleitos representam portugueses. Assim, todos tem que ser respeitados.

Linguagem menos adequada ou mesmo agressiva e desprestigiante prejudica a construção democrática. Quando esta linguagem roça expressões taberneiras mais se lamenta. 

Devemos ser muito rígidos a condenar essas atitudes. O que infelizmente acontece de quando em vez. Recentemente tem acontecido. Não podemos concordar e temos que mostrar cartão vermelho a quem usa estas lamentáveis vias de fazer política. 

Assim madurece o regime democrático. Numa altura em que são já preocupantes os números que revelam a quantidade de portugueses que rejeitam ou têm dúvidas sobre o sistema democrático. A culpa deste sentimento vai toda para os atores a quem os cidadãos dão o papel de os representar nas instituições. 

Só podemos travar esse descontentamento de muitos cidadãos para com as instituições democráticas com um exemplar desempenho daqueles que elegemos. 

A democracia precisa dos melhores para nos representarem. E os melhores não se sujeitem a tudo. 

Eduardo Costa

(*) Jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional 

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