I Centenário da sua classificação como Estância de Turismo

I Centenário da sua classificação como Estância de Turismo

O Diário do Governo, n.º 119/1923, I Série, datado de 5 de junho de 1923, através do Decreto n.º 8:894, emitido pelo Ministério do Comércio e Comunicações – Administração Geral das Estradas e Turismo – Repartição de Turismo, fazia saber que Viana do Castelo passava a estar classificada como Estância de Turismo.

O mesmo sucedia com o local da Penha, freguesia da Costa, concelho de Guimarães. Atribuía, também, o mesmo estatuto à cidade de Leiria. Não obstante, atenhamo-nos ao peso que o setor do turismo representa para a economia nacional, em particular, a sua expressão no PIB (Produto Interno Bruto), uma vez que, este ano, as viagens e o turismo valem 40,4 mil milhões de euros do PIB. A previsão do Conselho Mundial de Viagens e Turismo aponta para um crescimento gradativo até 2033, podendo essa cifra alcançar os 56,400 mil milhões de euros, ou seja, 21,1% da economia portuguesa. O que seria de Viana do Castelo e de muitas outras regiões do país sem o empurrão do setor do turismo? A verdade é que o turismo, nas suas variadíssimas vertentes, engloba uma série de atores, mexe com diversos setores da economia, criando sinergias quase infinitas. O turismo afirmou-se, também, como uma importante ferramenta de memória, na medida em que, desde o momento em que surgiram as fotografias à la minuta, eternizaram-se em pequenos suportes os diversos quotidianos das nossas gentes, o nosso património edificado, o nosso património natural e tudo mais que possamos imaginar. O turismo na Europa, grosso modo, foi crescendo de forma sustentada, na medida em que as suas sociedades conquistavam uma melhor qualidade de vida, nomeadamente, o direito aos dias de férias e, consequentemente, mais folga financeira. Nesse processo colaboraram também os famosos Guias de Viagens, que mapeavam de forma elegante as diversas regiões de cada país, radiografando os modos de vida, os usos e os costumes, a gastronomia, a riqueza natural, a riqueza arquitetónica, contribuindo de forma incisiva como verdadeiras ferramentas de marketing territorial – o marketing do século XX. O periódico. A Aurora do Lima deu um enorme contributo à cidade de Viana do Castelo, afirmando ao longo de décadas todas as suas potencialidades, tidas e havidas.

O pequeno Decreto exarado há uma centúria afirma de forma cabal o quão o nosso país é belo e atrativo. Na verdade, e ao contrário de muitos países europeus, o atraso económico e social de que Portugal padeceu ao longo de séculos, permitiu-lhe chegar em pleno século XXI com um património cultural invejável. Às vezes, parar no tempo, é dar tempo ao futuro!

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