Crise no setor automóvel deixa em risco 40 postos de trabalho numa fábrica de Cerveira

O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) anunciou esta terça-feira que a fábrica de componentes para automóveis Gestamp, de Vila Nova de Cerveira, tem atualmente 40 postos de trabalho em risco, devido às “enormes dificuldades que o setor atravessa”. A informação é avançada pelo JN.

A empresa admite ter de avançar com eventuais despedimentos “em resultado da redução significativa de veículos elétricos que obrigaram a que muitos projetos e células de soldadura se encontrem paradas, ou com pouca carga de trabalho”, e face ao facto de “o investimento da empresa não estar a ter o retorno desejado”.

“Foi-nos comunicado que a empresa tem, atualmente, perto de 40 trabalhadores em risco de perder os seus postos de trabalho, mas que está a fazer um esforço extra para adiar ou evitar esse despedimento”, refere o comunicado do SIMA, dando conta que a informação foi prestada pela própria administração da Gestamp, numa das reuniões com empresas que aquele sindicato está a realizar para aferir da situação do setor automóvel.

“No decurso da reunião foram abordados vários aspetos, entre os quais, as condições atualmente em vigor na empresa, isto porque como é do conhecimento de todos os colaboradores, a gerência em 2024, pela mão do Engenheiro Luís Cunha, diretor da empresa, atribuiu um aumento salarial de 70 euros”, indica o sindicado, manifestando o seu “agrado” pela subida de salário e também pelas outras regalias que a Gestamp concedeu no final do ano aos seus trabalhadores. E anunciando que “estará sempre atento aos trabalhadores e às condições da empresa, e que sempre que se justifique reunirá com a gerência”.

Segundo um comunicado do SIMA, a multinacional espanhola atribuiu no final de 2024 um aumento salarial de 70 euros a cada trabalhador e proporcionou várias regalias, como um cartão de 60 euros para apoio escolar, entrega de presentes aos filhos dos colaboradores e um cabaz no valor de 120 euros por altura do Natal. E ainda, no início de janeiro de 2025, atribuíram aos trabalhadores “um cartão presente de 220 euros” de um surpermercado. 

O JN pediu informação sobre este comunicado à Gestamp, e aguarda pela eventual resposta.

Recorde-se que, no Alto Minho, desde dezembro, duas empresas do setor automóvel, Coindu e Cablerías, anunciaram o seu encerramento. A primeira com 350 trabalhadores, localizada em Arcos de Valdevez, encerrou a 31 de dezembro. A liquidação da Cablerías, pertencente a um grupo espanhol com o mesmo nome, falido, foi decidida há dias em assembleia de credores. Deverá encerrar no fim deste mês, após concluir as encomendas pendentes. Deixa cerca de 250 pessoas no desemprego. 

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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