Amigos do hospital de Viana do Castelo lamentam substituição de administração da ULSAM

O presidente da Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo (LAHVC), Defensor Moura, lamentou a substituição, pelo Governo, do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

“Lamento a instabilidade na governação da ULSAM. Com tantas mudanças tão rápidas não dá tempo para fazer planos e começar a executá-los”, afirmou à agência Lusa o médico aposentado.

O Governo aprovou, em reunião do conselho de ministros, os nomes do novo conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) que será presidido por José Cardoso, substituindo de João Porfírio Oliveira.

Antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo, Defensor Moura trabalhou no hospital de Santa Luzia, entre 1981 e 1994.

Durante 13 anos exerceu os cargos de vice-presidente da comissão instaladora do hospital de Santa Luzia, primeiro diretor clínico, diretor do serviço de medicina, diretor do serviço de hemodiálise, chefe de turno e médico, eleito pelos colegas para o conselho geral do hospital

“Fui principalmente médico porque no exercício de nenhum destes cargos deixei de exercer medicina”, frisou.

Em novembro último, a LAHVC revelou ter doado, em 43 anos, 1,2 milhões de euros em aparelhos, sendo que em 2024 ofereceu mais de 70 mil euros em materiais a vários serviços, foi hoje divulgado.

A Liga, formalmente constituída em 1981, tem na promoção da dádiva de sangue e no apoio direto aos doentes as suas principais áreas de atividade. 

De acordo com comunicado do conselho de ministros de hoje, para um mandato de três anos, foram ainda designados como diretora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Hospitalares, Maria Helena Leite Ramalho, António Nelson Gomes Rodrigues como diretor clínico para a área dos cuidados de saúde primário, Luís Miguel Alves Garcia para o cargo de enfermeiro diretor e, Lúcia Silva Marinho, como vogal executiva.

João Porfírio Oliveira deixa a presidência do conselho de administração da ULSAM um ano e um dia depois de ter assumido o cargo.

No início do mês, a Comunidade Intermunicipal (CIM) Alto Minho apelou ao Governo para garantir a “estabilidade” na gestão pública da ULSAM, face a notícias vindas a público, relativas à exoneração da administração.

“Face às notícias vindas recentemente a público, a CIM do Alto Minho manifesta preocupação com a gestão da ULSAM, considerando que a estabilidade nos mandatos das administrações das instituições públicas de saúde é indispensável para garantir a continuidade e a qualidade dos serviços de saúde, essenciais ao bem-estar da população”, referia a CIM Alto Minho em comunicado enviado às redações.

A associação que agrega os dez concelhos do distrito de Viana do Castelo defendia “um modelo de gestão pública que valorize a estabilidade nas administrações hospitalares, contribuindo, assim, para uma saúde pública mais eficiente, acessível e de qualidade para todos os cidadãos” da região.

O mesmo apelo tinha sido lançado pelo presidente da Câmara de Viana do Castelo durante uma reunião ordinária do executivo municipal.

A administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), presidida por João Porfírio Oliveira, tomou posse no final janeiro de 2024, nomeado pelo anterior Governo do PS.

Aquando das notícias vindas a público, confrontado pelos jornalistas, João Porfírio Oliveira disse sempre que, “formalmente” não tinha informado da sua exoneração.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.  Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

Em todas aquelas estruturas trabalham mais de 2.500 profissionais, dos quais cerca de 500 médicos e mais de 800 enfermeiros.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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