ASAE apreende três mil artigos contrafeitos de mais de 90 mil euros em Caminha e Famalicão 

A ASAE anunciou esta quinta-feira ter apreendido 3 mil artigos em combate à contrafação, no âmbito de uma operação de prevenção criminal que visou o combate à economia paralela e a prevenção de introdução de produtos contrafeitos no mercado nacional, nos concelhos de Caminha e Vila Nova de Famalicão. 

Em comunicado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica informou que a ação, “através da sua Unidade Regional do Norte (URN) e da Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal (UNIIC)”, e “realizada no contexto de dois processos-crime em investigação pela ASAE, foram executados 17 mandados de busca, nomeadamente domiciliários, não domiciliários e de pesquisa informática”.

“Durante a operação foram apreendidos um total de 3.000 artigos contrafeitos, dois computadores, um disco CCTV, um telemóvel, diversas etiquetas, chapas metálicas, apliques, e ainda um equipamento de iluminação e de estúdio, utilizado para a realização de transmissões ao vivo nas redes sociais, onde os artigos contrafeitos eram promovidos para comercialização”, apontou a ASAE, salientando que um “ds suspeitos utilizava páginas nas redes sociais para divulgação e comercialização dos artigos falsificados, que posteriormente eram remetidos para diversos destinos em Portugal e também para o estrangeiro, recorrendo a meios de pagamento digitais”.

A ASAE destacou ainda ter sido detido um indivíduo e constituídos sete arguidos, todos “sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência”, sendo que as apreensões ascendes “a um valor estimado de 95 mil euros”. 

Por último, a ASAE apontou que a operação realizada “no concelho de Caminha contou com o apoio dos Comandos Territoriais de Viana do Castelo e do Porto e da Unidade de Intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR)”. ” contrafação ao constituir um crime precedente do branqueamento de capitais, está frequentemente associada a infrações de outros foros, pelo que a ASAE continuará a acompanhar este fenómeno, promovendo a proteção da propriedade industrial dos titulares das marcas lesadas e garantindo a proteção dos consumidores”, concluiu.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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