Luís Marques Mendes defende que as autarquias locais devem atribuir apoios “objetivos” e “transparentes” aos órgão de comunicação social locais e regionais. O candidato à Presidência da República assumiu a Imprensa local como uma das causas da sua candidatura a Belém e fala que as eleições legislativas de 18 de maio são “um desastre”.
Marques Mendes aponta “várias questões” para alertar o Governo em matéria legislativa. E lamenta o “excesso de burocracia” nas candidaturas a apoios. Luís Marques Mendes apontou ainda a criação da RTP Internacional no período em que foi secretário de Estado da Comunicação Social. “Eu quero deixar alguma marca na minha passagem”, salienta Marques Mendes, que “quer o reforço da ética na vida política”.
“Temos de puxar pela autoestima nacional e pela ambição”, afirma o candidato a Presidente da República. Apelando ainda à estabilidade política. “Se andámos de ano a ano a dissolver o Parlamento não vamos a lado nenhum. Esta crise podia e devia ser evitada”, manifesta o candidato. Argumentando que “estas eleições são um desastre. Não há que ter medo da palavra. Isto ainda vai aumentar a abstenção”.
Crítico da postura de Marcelo Rebelo de Sousa, mas sem assumir diretamente, Luís Marques Mendes pedia uma atitude diferente no futuro. “Tenho condições para fazer diferente e garantir estabilidade, os mandatos devem ser cumpridos”.
Luís Marques Mendes defende ética dos representantes políticos. “Não podemos ter na Assembleia da República um deputado que rouba malas”, frisa. Lembrando que “assumi perder duas câmaras [quando era presidente do PSD] para não perder a honra política. Difícil é tomar decisões dentro de casa”.
O candidato revela a importância de “debater e chegar a uma conclusão de o Estado apoiar a Imprensa. Na minha opinião é correto”. Luís Marques Mendes pede que o Estado crie “alguns instrumentos de apoio à Imprensa, que sejam objetivos e transparentes”.
“Esta matéria merecia debate e estar inscrita nos programas dos partidos nestas eleições”, manifesta Marques Mendes.
