Os candidatos da AD, pelo círculo de Viana do Castelo, às legislativas de 18 de maio desenvolveram ontem, ao final da tarde, uma ação de campanha na capital alto-minhota, promovendo um encontro com a comunicação social em que se falou do programa eleitoral para o país da coligação, deixando o detalhe das suas propostas concretas relativas ao Alto Minho para uma próxima iniciativa.
Na oportunidade, o cabeça de lista Aguiar-Branco anunciou que se irá “resguardar” de algum “confronto político”, dado continuar a ser a 2ª figura do Estado, presidente da Assembleia da República e, daí, o respeito institucional pelo cargo.
Nesse sentido, para esse “resguardo”, deu conta de que ia remeter muitas das ações e e intervenções para o nº 2, João Manuel Esteves, atual edil de Arcos de Valdevez, que confirmou que será ele a participar em eventuais debates em representação desta coligação entre o PSD e o CDS.
Aguiar-Branco aproveitou, todavia, a oportunidade para referir que a sua recandidatura se devia à vontade da AD em ter a sua pessoa na lista, também à sua vontade e a um dever de lealdade com o eleitorado, lembrando que quando se candidatou, há cerca de 11 meses, era para uma legislatura completa (quatro anos) que veio agora a ser interrompida. Lembrou também a sua participação, na altura como ministro, no processo que levou à “recuperação dos estaleiros” através da sua concessão à Martifer.
Aproveitou a oportunidade para destacar a política que tem sido desenvolvida pelo atual Governo, nomeadamente com a baixa de impostos e contas certas, ao mesmo tempo que promovia a paz social que passou pela “valorização” de 19 carreiras na administração pública.
Falou ainda da questão que já tem sido trazida pela oposição neste período de pré-campanha, a da retenção do IRS, considerando existir demagogia à volta do assunto e lembrando que seria mais sério explicar que se agora “não recebeu agora é porque pagou menos na retenção”.
Enumerou três vetores essenciais para a ação governativa da AD: ambição, estabilidade e responsabilidade. Nesse sentido, quando confrontado com a situação internacional de instabilidade que se vive, à qual o país não passa imune, Aguiar-Branco enfatizou a importância de uma votação que dê à coligação condições para uma governação estável que lhe permita concretizar as políticas a que se propõe durante toda a legislatura.
Apesar da lista não integrar elementos de todos os 10 concelhos do Alto Minho, foi sublinhado que a lista foi aprovada por unanimidade por todas as estruturas dos partidos integrantes da coligação.
