“Cutting Through Rocks” vence melhor longa-metragem internacional em festival de Melgaço

O Festival Internacional de Documentário de Melgaço distinguiu a obra “Cutting Through Rocks”, de Sara Khaki e Mohammadreza Eyni, com o prémio Jean-Loup Passek para melhor longa-metragem internacional.

Na 11.ª edição do MDOC, a melhor curta ou média-metragem foi atribuída a “Al Basateen”, de Antoine Chapon, e a portuguesa Cláudia Varejão foi distinguida com o prémio de melhor documentário português pela obra “Kora”, sobre mulheres refugiadas a viver em Portugal.

“Entre 28 de julho e 3 de agosto, o júri teve a oportunidade de apreciar as 16 curtas e médias-metragens e 17 longas-metragens (28 foram estreias nacionais)”, refere a organização em comunicado.

No filme que recebeu o prémio Jean-Loup Passek para melhor documentário internacional, a dupla Sara Khaki e Mohammadreza Eyni conta a história de Sara Shahverdi, a primeira vereadora eleita de uma aldeia iraniana, que tenta quebrar as tradições patriarcais ao ensinar raparigas adolescentes a andar de mota e acabar com casamentos infantis.

“Um testemunho poderoso revelador das diferentes camadas de resistência e transformação no Irão contemporâneo em constante tensão geopolítica e social”, descreve a organização.

A dinamarquesa Birgitte Stærmose recebeu a menção honrosa nesta categoria, com “Afterwar”, um “projeto tocante” filmado ao longo de 15 anos e que acompanhou um grupo de crianças “desde o tempo em que vendiam cigarros e amendoins nas ruas de Pristina (Kosovo) até à sua vida adulta”.

Em “Al Basateen”, distinguido com a melhor curta ou média-metragem, Antoine Chapon partilha as memórias de dois antigos moradores do distrito de Basateen al-Razi (Síria), cujos pomares foram arrasados como castigo pela revolta da população contra o regime.

O júri oficial da 11.ª edição do festival foi composto por Jurek Sehrt, Noé Mendelle, Paulo Portugal, Renata Ferraz e Sandra Ruesga.

O prémio FIPRESCI, concedido por críticos de cinema da Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica, foi atribuído ao filme “My Memory is Full of Ghosts” de Anas Zawahri, que conquistou também o Prémio D. Quixote, da Federação Internacional de Cineclubes, para Melhor Filme.

Na categoria de melhor curta-metragem, o Prémio D. Quixote foi atribuído à obra “Beneath Which Rivers Flow”, de Ali Yahya.

Segundo a organização, o festival contou, este ano, com mais de 4.500 espectadores e a presença de mais de 15 realizadores e produtores.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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