O acordo político, firmado no dia 25 de julho, na Escócia, sobre os direitos aduaneiros únicos e abrangentes de 15%, que representam o limite máximo das tarifas que serão aplicadas às exportações da União Europeia (EU) para os Estados Unidos da América (EUA), deverá entrar em vigor hoje, dia 7 de agosto.
Apesar de o limite máximo das tarifas acordado ter sido metade do que foi inicialmente anunciado pela administração americana (30%) e de as negociações, entre as equipas dos dois lados, terem continuado e ainda continuarão, quanto aos detalhes do acordo, nomeadamente no que concerne a isenções e tarifas parciais, os antiamericanistas europeus qualificaram, logo, de mau o acordo celebrado e acusaram a presidente da Comissão Europeia de se ter rendido ao presidente americano.
Quando todo o mundo ocidental está a migrar para a dimensão digital controlada por grandes plataformas, todas elas americanas, creio que este acordo comercial contribuirá para enfrentarmos melhor este mundo novo, aparentemente caótico. E mais do que isso, ele poderá ser mais um importante passo para o fortalecimento da União Europeia… e o surgimento de uma grande plataforma digital europeia!
A UE nasceu da derrocada dos impérios e o antiamericanismo, em alguns países europeus, é uma manifestação de saudade dos seus antigos impérios, sobretudo na nossa vizinha Espanha, desde o fim do século XIX, e na França, a partir da última Grande Guerra. Mas, hoje, nestes países, e noutros, como o nosso, esse antiamericanismo será mais uma manifestação de esquerdismo decadente.
Depois de, há pouco mais de um mês, termos abordado, nesta coluna, a criação pelo Parlamento Europeu de um fundo próprio no domínio da competitividade e o passo dado, no âmbito da Aliança Atlântica, para o reforço da defesa da Europa, augura-se, agora, que o acordo comercial da UE com os EUA, seja benéfico para ambas as partes!