Ontem à noite, a Praça da República transformou-se numa das noites mais concorridas da Romaria d’Agonia. A razão era a apresentação do videoclipe “Ficar Óai”, que foi gravado por alturas das festas vianenses.
“Está muito mais gente do que estava à espera”, referia Miguel Cristovinho, um dos elementos do D.A.M.A., que explicava “vamos apresentar o nosso single Ficar Óai, que é a abertura deste EP inspirado no Minho e Trás-os-Montes. É um prazer fazê-lo com o Zé Amaro, que é da região. Aliás todo o EP foi produzido com malta aqui da região”.
Para Miguel Coimbra, outro elemento dos D.A.M.A., “faz todo o sentido ser aqui em Viana, porque foi gravado aqui, foi gravado com as pessoas. Vamos ter as Mordomas, os cabeçudos, os bombos. Vamos conseguir criar uma amostra cultural do que é a música”.
O alto minhoto Zé Amaro salienta a importância das novas gerações da música portuguesa apostarem nas sonoridades da música tradicional. “Eles fizeram uma disruptura (sic) muito grande. Eles ligaram a tecnologia à nossa cultura, à nossa raiz. Podem esperar um tema maravilhoso”.
Kasha fala da “riqueza cultural” do Minho e da necessidade de sair de Lisboa para “fazer a festa com as pessoas e a beber da cultura com elas”. Zé Amaro vai mais longe e assegura que “senti que vocês estavam a viver um sonho no Minho. Isto vai acrescentar muito à nossa cultura”.
Os bombos de São Tiago de Vila Nova de Anha e o grupo das Lavradeiras da Meadela atuaram no pequeno palco que estava instalado na Praça da República, rodeado por milhares de pessoas que apreciaram o lançamento em primeira mão do videoclipe, que foi lançado nas redes sociais às 00h desta quarta-feira.
