CDU diz que é preciso pôr no mercado as quatro mil casas devolutas em Viana do Castelo

José Flores, candidato à Câmara de Viana do Castelo, alertou que o problema da falta de habitação é “grave e grande”. “É transversal a todo o país e Viana do Castelo não foge à regra”, sublinhou.

O cabeça de lista da CDU à Câmara de Viana do Castelo, José Flores, defendeu esta quarta-feira a necessidade de colocar no mercado imobiliário as cerca de quatro mil casas devolutas no centro histórico de Viana do Castelo.

Para o candidato da CDU às eleições de domingo, uma das formas de combater a falta de habitação é aproveitar as cerca de quatro mil casas que se encontram fechadas, até como forma de reanimar o centro histórico.

“Primeiro é preciso fazer um levantamento concreto e realista das casas fechadas que há. E, depois, é preciso falar com os proprietários e ver se, com algum incentivo da câmara, quer a nível de reparação, ou de outro tipo de apoios, esses imóveis sejam disponibilizados”.

“É preciso conversar com os proprietários para colocar essas habitações no mercado de arrendamento ou venda, mas a preços controlados e mais baixos”, adiantou.

Natural de Reguengos de Monsaraz, distrito de Évora, José Flores fixou-se em Viana do Castelo há 22 anos e integrou executivos da junta de freguesia de Santa Maria Maior, eleito pela CDU, concorrendo agora pela primeira vez à câmara municipal.

Segundo José Flores, Viana do Castelo dispõe de “pouca habitação social”, adiantando que a câmara municipal, “durante anos não precaveu essa situação e descurou bastante essa área”.

“Temos de avançar com a habitação social, porque a câmara tem muito pouca, a Câmara de Viana tem muito pouca habitação social, durante estes anos todos não precaveu essa situação, descurou bastante essa área. Há alguma habitação para rendimentos mais altos, mas para pessoas com vencimento mínimo, nem pouco mais ou menos. Estas pessoas também têm de ver garantida a hipótese de ter uma casa que possam pagar ou rendar”, acrescentou.

José Flores defendeu que a Câmara de Viana do Castelo “tem terrenos”, pode “adquirir mais, e disponibilizá-los para construção pelas chamadas cooperativas a preços controlados, para uma classe mais média”.

“Atualmente, falamos em classe média, mas a classe não existe. Hoje há ricos ou há pobres. Os remediados, são muito poucos ou nenhuns, observou.

Atualmente, o executivo de Viana do Castelo é composto por cinco eleitos pelo PS, um eleito pela CDU, um vereador independente (social-democrata que deixou o partido para integrar o Chega) e dois vereadores da coligação PSD/CDS-PP.

Concorrem à Câmara de Viana do Castelo o atual presidente da autarquia, Luís Nobre (PS), Paulo de Morais (coligação PSD/CDS-PP), Duarte de Brito Antunes (IL), José Flores (coligação PCP/PEV), Carlos Torre (BE), Eduardo Teixeira (Chega) e Luís Arezes (ADN).

Lusa

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