AECT Rio Minho apela a Portugal e Espanha para priorizarem gestão conjunta do rio Minho

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho apelou aos Governos de Portugal e de Espanha para que a gestão do rio Minho seja assumida como prioridade conjunta na próxima Cimeira Luso-Espanhola, agendada para 5 de novembro.

Entre os problemas mais urgentes identificados pelo agrupamento está o assoreamento do rio, que tem comprometido a navegabilidade e a segurança, dificultando a pesca e as operações de socorro no troço internacional. A entidade alerta também para a proliferação de espécies invasoras, que ameaçam a biodiversidade e as atividades económicas associadas ao rio, agravadas pelos efeitos das alterações climáticas.

Outra preocupação apontada é a gestão das centrais hidroelétricas em território espanhol, em particular a barragem de Frieira, cujas variações bruscas de caudal têm impacto nos ciclos reprodutivos das espécies migradoras, no abastecimento de água e na atividade das pesqueiras tradicionais.

O diretor do AECT Rio Minho, José Manuel Vaz Carpinteira, sublinha o compromisso da entidade em representar os interesses das comunidades ribeirinhas e em promover uma gestão integrada e sustentável do território transfronteiriço.

Criado em 2018 e sediado em Valença, o agrupamento integra 26 municípios — os 10 do Alto Minho e 16 galegos da província de Pontevedra — abrangendo uma área de mais de três mil quilómetros quadrados e cerca de 376 mil habitantes.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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