O Presidente da República considerou esta sexta-feira, 17 de outubro, que o crescimento económico em Portugal não tem todo o reflexo desejado na vida dos “quase dois milhões” de portugueses que permanecem pobres ou no limiar da pobreza.
No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, Marcelo Rebelo de Sousa volta a apelar à mobilização coletiva para o combate à pobreza como “desígnio nacional”.
Numa mensagem publicado no site da presidência, Marcelo Rebelo de Sousa refere que “associando-se à agenda das Nações Unidas”, o Presidente da República “sublinha que a pobreza é uma realidade que continua infelizmente próxima em Portugal”.
“Apesar de uma trajetória positiva em termos económicos, esta não tem tido tanto reflexo na vida de quase dois milhões de compatriotas quanto se desejaria, pois permanecem pobres ou no limiar da pobreza”, afirma.
Marcelo Rebelo de Sousa salienta que a pobreza “envolve mais do que a falta de recursos financeiros”, e “promove desigualdades, limita o acesso à habitação, ao emprego, à educação, à saúde, à cultura, inibe a participação cívica na tomada de decisões”.
O Presidente da República acrescenta ainda que “a pobreza tem um alcance que perdura durante gerações”.
A Pordata revelou que cerca de 1,8 milhões de pessoas em Portugal vivem em famílias com rendimento inferior a 632 euros mensais por adulto equivalente, ou seja, estão em risco de pobreza. A taxa de risco de pobreza era, em 2023 (dados mais recentes), de 16,6%, ligeiramente inferior aos 17% do ano anterior, devido sobretudo a um desagravamento nas famílias com crianças
