“Ouve-me como se te tocasse” percorre vários espaços de Coura de sexta a domingo

A experiência de partilha entre quem conta uma história e quem ouve é o mote para a peça de teatro “Ouve-me como se te tocasse”, que as Comédias do Minho levam à cena em quatro espaços diferentes do concelho de Paredes de Coura, entre sexta-feira e domingo.

O Xapas Lounge, em Paredes de Coura, recebe a peça pelas 23 horas de sexta-feira, 24 de outubro, enquanto no sábado as apresentações dividem-se pelo Café Portugal, em Castanheira, às 17h00, e Doce Pecado, em Bico, pelas 21h00. A última apresentação de “Ouve-me como se te tocasse” está agendada para a tarde de domingo, 15h00, no Café Antas, em Rubiães.

Em “Ouve-me como se te tocasse” o ator e o espectador encontram-se. De igual para igual. O nível de responsabilidade para que a experiência teatral seja completa depende de todos os intervenientes. O público deixa de existir para dar lugar a cúmplice de uma experiência de partilha entre quem conta uma história e quem ouve.

O objetivo é através do dispositivo cénico, da relação próxima e intimista entre ator e espectador, a escrita do texto a pensar na criação de empatia, conseguir devolver ao público em geral a vontade e responsabilidade da apropriação de um objeto artístico que, em última instância só existe porque o público o faz existir. Neste projeto o principal objetivo é refletir sobre a distância que se sente entre o teatro contemporâneo e o espectador e repensar este casamento que é feito a duas partes.

“Viagem a Lisboa” e ‘Auto das Anfitriãs’

Ainda esta sexta-feira, mas mais cedo, pelas 21h30, o Centro Cultural assiste ao regresso a Coura do ator João Pedro Vaz, que foi diretor artístico das Comédias do Minho e recentemente foi distinguido com o Globo de Ouro para melhor ator de cinema com “Os Papéis do Inglês”.

Nesta coprodução A Oficina/Centro Cultural Vila Flor e Teatro-Cine de Pombal, O Clube traz a peça “Viagem a Lisboa”, um espetáculo-concerto, como na obra de Isabela Figueiredo e de Silk Nobre, em que a família surge como contexto nuclear para abordar tensões sociopolíticas, como o colonialismo, o racismo e a experiência dos “retornados”.

Ainda no teatro, o mês de outubro o Centro Cultural de Paredes de Coura associa-se às comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões via ‘Auto das Anfitriãs’, um espetáculo integrado no Próxima Cena, uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II, para ver a 31 de outubro, pelas 21h30.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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