Mata do Camarido foi reflorestada

A Mata Nacional do Camarido, em Caminha, recebeu cerca de três mil árvores, numa ação promovida Associação COREMA e pelo Projeto EMC² (Explorar Matos de Camarinhas da Costa, MARE-ARNET).

A iniciativa contou com a participação de 100 alunos do 7.º e 8.º ano da Escola Básica e Secundária de Caminha e de 30 escuteiros do Agrupamento 573 – Seixas, contribuindo de forma prática para a conservação desta espécie, que já desapareceu de várias zonas de Portugal e da Galiza. Nos próximos dias, serão plantadas mais 1 500 camarinhas nos mesmos locais, reforçando ainda mais a população local.

O projeto de conservação da camarinha na Mata do Camarido começou em 2016 e inclui também ações educativas, como o Projeto EMC², financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e coordenado pela investigadora M. Alexandra Abreu Lima (INIAV e MARE). A metodologia utilizada na propagação das plantas por estacaria foi testada em estufas do INIAV em 2017, tendo a primeira reintrodução sido feita em 2018. Os resultados foram visíveis já em 2021, quando surgiram os primeiros frutos nas plantas femininas.

O projeto é desenvolvido em estreita parceria com o Município de Caminha, as freguesias de Moledo e Cristelo, a União de Freguesias de Caminha (Matriz) e Vilarelho, o Viveiro ‘Raiz da Terra’, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e as escolas locais. A ação permite não só proteger a espécie como sensibilizar a comunidade para a importância da preservação da biodiversidade costeira.

A preservação da camarinha é crucial para impedir a extirpação desta planta em Caminha e no Alto Minho, garantindo que as gerações futuras possam continuar a conhecer e usufruir deste património biogenético único.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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