Viana do Castelo declara interesse municipal de Eco Albergue para peregrinos de Santiago

A Câmara de Viana do Castelo declarou esta terça-feira o Interesse Municipal de um empreendimento turístico denominado Eco Albergue do Neiva, a implementar em Castelo do Neiva, para responder “as necessidades crescentes dos peregrinos do Caminho de Santiago”.

Esta declaração de Interesse Municipal foi uma das quatro aprovadas esta terça-feira em reunião camarária pela maioria PS, pelo vereador do Chega e com os votos contra dos três vereadores da coligação do PSD/CDS.

Os vereadores da Aliança Democrática (AD) justificaram o voto contra por considerarem que os investimentos propostos se integram em zonas protegidas e que, embora ainda sem projeto, são criadas expectativas junto dos investidores.

Na apresentação da proposta, a vereadora com o pelouro do Ambiente, Fabíola Oliveira, referiu que é uma intenção de investimento na construção do conjunto edificado, das infraestruturas necessárias e dos arranjos exteriores ascende a 1.250.000 euros.

O projeto prevê criar 12 postos de trabalho diretos, nas áreas de atendimento, manutenção e operação, além de empregos indiretos envolvendo fornecedores, operadores turísticos e guias locais.

O projeto considerado “inovador e sustentável” destina-se também aos “turistas que procuram experiências autênticas e ecológicas”.

O terreno onde será instalado o empreendimento tem uma área total de 13.320 metros quadrados (m2), localizado na encosta do monte, junto ao Rio Neiva e confrontando com um dos Caminhos de Santiago, na Galiza.

O empreendimento, “na modalidade de ‘Aldeamento Turístico’, contempla a criação de 13 unidades de alojamento independentes, uma área de refeições, receção e espaços de apoio, bem como uma zona de estacionamento com 13 lugares e uma área de lazer com piscina”.

A proposta aprovada refere que a implementação do Eco Albergue do Neiva trará impactos positivos como “o impulso ao comércio local, a redução da sazonalidade, o fomento da economia circular e a valorização cultural”.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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