D. João Lavrador apela à «coragem» contra o «desânimo» que afeta a sociedade e as próprias comunidades cristãs

O bispo de Viana do Castelo alertou na sua mensagem de Advento para o “desânimo” que atinge hoje as famílias, as instituições e a própria Igreja, apelando à “coragem” para enfrentar o secularismo e a indiferença.

“O desânimo manifesta-se hoje em todas as circunstâncias e em todas as instituições” escreve D. João Lavrador.

“Sente-se na sociedade que respira sentimentos de rivalidade, de violência e de ódio; sente-se nas instituições que sofrem do individualismo paralisador”,

Sob o título “Dizei aos corações desanimados: ‘Tende coragem, não temais’”, inspirado no profeta Isaías, o texto traça um diagnóstico da realidade social, marcada por pessoas que “perderam o sentido da vida” e por famílias invadidas pela “discórdia”.

D. João Lavrador identifica também sinais de desalento no interior da Igreja, apontando causas específicas: “O secularismo, a indiferença religiosa, o afastamento da prática cristã, o medo ao compromisso, o reduzido número de vocações à vida sacerdotal, consagrada e matrimonial”.

Perante este cenário, o bispo diocesano propõe um caminho de esperança que passa pelo “encontro com o amor de Deus” para resgatar o ser humano da sua “consciência isolada”.

“Como resposta ao desânimo, voltados para o apelo à coragem, sigamos ao encontro de Jesus Cristo que vem para nos fortalecer”, exorta.

Ao nível diocesano, D. João Lavrador lembra que esta caminhada se insere na preparação para o Jubileu dos 50 anos da criação da Diocese de Viana do Castelo.

Na conclusão, o responsável católico dirige votos de Natal a todos os diocesanos, com uma atenção especial “aos mais pobres e marginalizados, aos imigrantes e desalojados, aos que estão presos e aos doentes e a viver na solidão”.

Citando o Papa Francisco, D. João Lavrador pede que o Menino Deus ajude a “reencontrar a confiança necessária, tanto na Igreja como na sociedade” e nas relações internacionais.

O tempo do Advento, que se iniciou este domingo, marca o arranque de um novo ano no calendário litúrgico da Igreja Católica, englobando os quatro domingos anteriores à solenidade do Natal.

E.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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