“XXVII Congresso da ANMP. Mais de mil autarcas elegem dirigentes em Viana do castelo” – Lusa  

“XXVII Congresso da ANMP. Mais de mil autarcas elegem dirigentes em Viana do castelo” – Lusa  

O congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses realizado em Viana, nos dias 13 e 14 passados, revestiu-se, sem dúvida, de importância política para o país, ao nível da definição das políticas municipais futuras, nomeadamente no seu relacionamento com o poder central.

Contudo, os eventos globais realizados em determinado território servem também para que o cidadão possa refletir sobre as políticas concretas locais, nomeadamente e, neste caso, sobre a gestão de mobilidade rodoviária urbana. Assim, pergunta-se: não será possível realizar-se em Viana um evento social, desportivo, cultural ou político de grande dimensão sem fechar ruas, desviar o trânsito, engarrafar a cidade, levar os cidadãos a descobrir novos caminhos para casa, hospital, hotel, etc.?

Pois, no fim da tarde de sábado, dia 13, aquando do destroçar das hostes municipalistas reunidas, a cena repetiu-se. Não era uma prova ciclista, nem automobilista, nem pedestrianista. Era um evento sociopolítico. Não eram as Festas d’Agonia. Aí, Viana gosta. Estamos no Natal, de que Viana também gosta. Mas, com a Avenida fechada e autocarros no corte de uma via natural de escoamento paralela ao rio, o rebanho automobilístico em debandada só tinha uma via de escape, curta e de confluência.

Onde o planeamento de segurança urbana, tão diligente quando, por exemplo, em festivais na Praça da República dizem: “têm de ser asseguradas vias de escape de emergência!”? Penso estarmos perante um problema estrutural. Em idos tempos de reordenamento urbano, foi espacialmente plantado um Coliseu de eventos, num nó de esvaziamento urbano em pleno centro da cidade, quando havia alternativas de terreno aberto, como o Campo da Agonia, a zona da Argaçosa e outros.

Sem via de cintura exterior de escoamento, o trânsito de ligação do norte ao sul do rio Lima, passa obrigatoriamente pelo centro da cidade, inadmissível nos dias de hoje. Essa é, aliás, a novela diária das cinco horas da tarde, na Viana quotidiana.

Nesse fim de tarde de sábado, congressistas, vianenses e turistas do Natal de Viana, ao esperarem uma hora para se moverem automobilisticamente no fundo da Avenida, pensaram: “Que desorganização tramada! Para que, o “Quem vem, gosta” se transforme em “Quem ama fica”, há que pensar melhor no escoamento urbano. Foi uma notícia sobre Municípios a refletir. Fica outra reflexão.

José Escaleira

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