Candidato presidencial António Filipe em Viana do Castelo

O candidato à Presidência da República António Filipe, apoiado pela CDU, esteve ontem no Alto Minho, tendo visitado o Lindoso, onde se encontrou com representantes do Parque Nacional Peneda-Gerês e, já em Viana do Castelo, reuniu-se com trabalhadores da Browning Viana e esteve numa sessão pública no salão nobre na sede do S. C. Vianense.

Na oportunidade,António Flipe defendeu que a sua candidatura assume como eixo central a defesa dos direitos fundamentais consagrados na Constituição da República, com especial destaque para os direitos dos trabalhadores, que considera estarem atualmente sob ameaça.

Para o candidato, o trabalho e os direitos laborais são pilares fundamentais do regime democrático, alertando para o impacto do pacote laboral atualmente em discussão pública. “Os direitos dos trabalhadores não estão a ser cumpridos e estão claramente ameaçados”, afirmou, sublinhando a importância da valorização da contratação coletiva, dos direitos sindicais, da conciliação entre vida profissional e familiar e da garantia de um salário digno.

O candidato foi crítico quanto ao cumprimento da Constituição em várias áreas sociais. Apontou falhas no acesso à Saúde, referindo a falta de médicos de família e o encerramento de serviços de urgência, bem como problemas na Educação, com alunos sem professores a algumas disciplinas. A Habitação foi outra das preocupações destacadas, lembrando que, apesar de o direito estar constitucionalmente consagrado, muitos jovens continuam sem acesso a uma casa.

“O Presidente da República não governa, mas tem uma função essencial de garante do cumprimento da Constituição”, frisou, defendendo que as eleições presidenciais devem recentrar o debate político na defesa dos direitos sociais e no equilíbrio entre o poder político e o poder económico.

Questionado pelo nosso jornal sobre o posicionamento político da sua candidatura, o candidato afirmou ter sido a primeira candidatura assumidamente de esquerda a surgir neste processo eleitoral, demarcando-se de outros candidatos que, no seu entender, se enquadram num consenso neoliberal e têm responsabilidades na forma como o país tem sido governado nas últimas décadas.

Quanto à sua deslocação ao Alto Minho, esteve em contacto com trabalhadores e estruturas sindicais, António Flipe afirmou levar uma forte mensagem de mobilização e a preocupação com o abandono do interior do país, defendendo a necessidade de garantir atividade económica e serviços públicos acessíveis fora dos grandes centros urbanos.

Para o candidato, o combate às desigualdades territoriais e o reforço do Estado social devem fazer parte central do debate presidencial, reforçando que “cumprir a Constituição é cumprir os direitos das pessoas”.

O mandatário distrital é António Rui Viana, figura de destaque no meio vianense, com uma vida ligada à atividade associativa, política, cultural, desportiva, sindical e autárquica. Confessou a sua satisfação por assumir estas funções e “ainda mais motivado dado que os tempos que vivemos hoje são ainda mais difíceis”.

Notando que, desde a apresentação da candidatura de António Filipe, se tem notado “um movimento de apoio que não era visível em anteriores eleições”, com apoios de destacadas figuras públicas, como o escritor Mário de Carvalho, o professor Galopim de Carvalho, os cantores Carlos Mendes, Vitorino e Janita Salomé, o arquiteto Siza Vieira, capitães de Abril e muitos outros, incluindo trabalhadores anónimos, que são “a razão desta candidatura”.

António Rui Viana elogiou o “conhecimento, clareza, inteligência e competência” de António Filipe, “uma candidatura que se coloca no campo eleitoral da Esquerda de Abril” e que tem, como prioridade, o “cumprimento da Constituição”. Será um “espaço de luta comum – da juventude, dos reformados, dos trabalhadores e do povo em geral”. Garantiu que a “candidatura dá grandeza à política, evitando as questões menores e da treta, as quezílias, as campanhas negras contra as pessoas e contra as instituições”.Acrescentou que “votar António Filipe é o voto mais certo, mas útil e mais sensato de todos aqueles que se posicionam à esquerda”.

Na sessão usou também da palavra Mariana Rocha Neves que sublinhou que a “Constituição não deve ser revista sempre que é conveniente”, que o “Presidente da República é, antes de mais, o garante do cumprimento da Constituição” e não deve estar sujeito a “pressões conjunturais”. Lembrou que António Filipe é um profundo conhecedor do Direito Constitucional, um candidato de convicções e que defende “sem hesitações” a Constituição.

Mariana Silva, dirigente nacional do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), que integra a CDU, lembrou o artigo 66 da Constituição que confere o direito a um ambiente sadio e o dever de o proteger. Nesse sentido, considera que o Presidente da República deve também focar-se na defesa do ambiente, lembrando as ações do candidato António Filipe nesse domínio, como ontem no Lindoso e no dia anterior na Praia das Maçãs (Sintra).

A responsável do PEV alertou ainda para a importância de existir justiça social e que, sem esta, não há justiça ambiental.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

Item adicionado ao carrinho.
0 itens - 0.00

Assine o “A Aurora do Lima”, o jornal mais antigo de Portugal Continental, por apenas 20€/ano!

Há 169 anos que o “A Aurora do Lima” faz parte da história económica e social do Alto Minho, com um impacto especial em Viana do Castelo.

Garanta já a sua assinatura e ajude-nos a manter viva esta tradição centenária!