Arcos de Valdevez ativou o Plano Municipal de Emergência

A Câmara de Arcos de Valdevez ativou este sábado, dia 07 de fevereiro, às 21h, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, face “ao risco elevado de cheias, inundações e instabilidade de taludes no concelho”.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Olegário Gonçalves, referiu que “o município se encontra em contingência, com efeitos retroativos entre as 00h00 de quinta-feira e as 23h59 do dia 15 face ao risco elevado de cheias, inundações e instabilidade de taludes no concelho”.

“Temos vales com muita inclinação, temos de prevenir”, reforçou.

Contactado pela agência Lusa, o autarca social-democrata disse, às 23h07, que a situação “está calma, mas que há muitas derrocadas e trabalho pela frente”.

“Atendendo às condições meteorológicas adversas, apelamos à colaboração de todos os cidadãos e recomendamos que evitem a circulação em zonas ribeirinhas, passagens inundáveis e áreas sinalizadas como de risco”, referiu.

O autarca apelou à população para “não atravessar vias ou zonas alagadas, respeitar as indicações das autoridades e da proteção civil e, acompanhar os avisos e atualizações divulgados pelos canais oficiais do município”.

“Em caso e emergência contactar o 112. Para informações locais contactar o serviço municipal de proteção civil e os bombeiros voluntários”, reforça o apelo.

O município “encontra-se com meios reforçados em articulação com os meios de proteção civil, mantendo o acompanhamento permanente da situação”, adianta, alertando que “serão prestadas atualizações regulares sempre que se justifique”.

Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Fundado a 15 de dezembro de 1855, tem como objetivo principal a defesa intransigente dos interesses e das reivindicações legítimas das populações, e do progresso económico, cultural e social da região onde se publica.

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