O processo de inquérito por assédio sexual, instaurado contra o enfermeiro, que tinha sido designado pelo Governo para o Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), foi arquivado. “O Conselho de Administração delibera concordar com o arquivamento do processo de inquérito, por não se terem provado os factos que estiveram na origem da instauração, não havendo lugar à aplicação de qualquer sanção disciplinar”, divulgaram os advogados do enfermeiro, indicando que a deliberação do CA foi tomada no dia 05 de fevereiro.
Há um ano, a ULSAM confirmou a abertura do inquérito “com carácter de urgência” contra o enfermeiro, depois de ter sido nomeado para o CA como enfermeiro director. Uma médica queixou-se do alegado assédio sexual cometido pelo enfermeiro, que exerce funções no hospital de Ponte de Lima. Na altura, o enfermeiro disse estar a ser “alvo de uma cabala”, colocando à disposição o lugar de enfermeiro diretor para o qual tinha sido designado pelo Governo. A defesa critica a demora do desfecho deste caso. “Por diversas vezes, solicitámos à administração da ULSAM, por se tratar de inquérito com caráter de urgência e considerando os danos que a situação vinha provocando no nosso representado, o encerramento urgente do inquérito”, refere o comunicado dos advogados.
“Acresce que, conforme agora tivemos conhecimento e contrariamente ao que foi noticiado, quem impulsionou o dito processo de inquérito com carácter de urgência foi um terceiro, médico a prestar serviço na ULSAM, cujas reais intenções se mostram evidentes”, alegam os advogados, frisando que o enfermeiro manteve-se em silêncio desde 31 de janeiro de 2025, quando foi tornada pública a queixa do alegado assédio sexual, “para preservar o bom nome da ULSAM”.
Lusa
