De hoje até domingo, a freguesia de Freixieiro de Soutelo acolhe a primeira edição do Festival Galaico.
Artistas, investigadores, empreendedores e músicos vão estar reunidos para apresentar o que acontece no Vale do Âncora.
O objetivo desta iniciativa é promover a descentralização da cultura, reforçar o sentido de pertença e capitalizar a identidade como fator de inovação.
Um dos eixos estruturantes do Festival centra-se nas matrizes culturais atlânticas — frequentemente associadas à herança celta — e nas identidades galaico-minhotas e transfronteiriças, promovendo o estudo, a divulgação e a valorização do património material e imaterial do Vale do Âncora.
O Festival conjuga a exposição “Arte na Terra”, instalada em locais inusitados da paisagem, animação musical e concertos de raiz galaico-minhota, oficina de instrumentos tradicionais, jogos ancestrais, teatro popular, queimada celta, degustação gastronómica, fórum de diálogo cultural interdisciplinar e caminhada de imersão na natureza e no património.
A dimensão artística do Festival reúne já artistas emergentes e consagrados, nacionais e internacionais, entre os quais Agustín Bastón, Ana Cruzeiro, Cipriano Oquiniame, Fernanda Vilas Boas, Gonçalo Martins, Henrique do Vale, João Rego, Monica Taboada Veiga, Nettie Burnett e Vasco Sá-Coutinho.
A Tertúlia “Âncoras Atlânticas” conta com a participação de reconhecidas personalidades ligadas à reflexão cultural, identitária e territorial do Alto Minho, entre antropologia, história, geografia, economia e geologia, nomeadamente Álvaro Campelo, José Carlos Loureiro, Miguel Costa, Rodrigo Pita Meireles e Ricardo Carvalhido.
O Festival integra igualmente a atribuição da menção de mérito “Sábio da Memória do Âncora”, reconhecimento simbólico, deliberado por um conselho multifacetado, que visa distinguir personalidades do espaço galaico-minhoto cujo percurso científico, cultural, empreendedor ou comunicacional tenha contribuído de forma relevante para a valorização e difusão desta herança cultural atlântica.

