2025 foi o ano de afirmação da Comissão Municipal de Proteção Civil de Caminha

Decorreu no passado dia 24 de março, nos Paços do Concelho, a reunião ordinária da Comissão Municipal de Proteção Civil (CMPC), com o intuito de dar a conhecer a atividade realizada no ano de 2025 e dos primeiros meses de 2026, bem como a apresentação do Projeto de Regulamento Municipal de Proteção Civil. Em jeito de conclusão, o ano de 2025 foi um ano de afirmação do 2025 do SMPC: mais planeamento; mais cooperação; mais prevenção; mais intervenção; maior proximidade à população. Embora ainda haja muito trabalho a fazer, o concelho de Caminha encontra-se hoje mais preparado, informado e protegido, reforçando a sua capacidade de resposta perante riscos naturais, tecnológicos e sociais.

Sobre o balanço das atividades levadas a cabo no ano de 2025, foi dito que a ação foi marcada por três eixos essenciais: reforço estratégico e estrutural; prevenção e gestão de riscos e apoio operacional e social à população.

Sobre o reforço estratégico e institucional, salienta-se que o acontecimento mais significativo de 2025 foi a conclusão e entrada em vigor do Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil, publicado em Diário da República a 10 de dezembro de 2025. Este plano passa a ser o documento estratégico central de organização da resposta municipal a emergências. Também se deu início ao Projeto de Regulamento Municipal Emergência de Proteção Civil, que irá consolidar a atuação das entidades locais e regulamentar o CCOM e a futura Central Municipal de Operações de Socorro (CMOS).

Relativamente à prevenção e gestão de riscos foi reforçada a intervenção na gestão de faixas de combustível em vias e áreas edificadas; foram apoiadas ações de fogo controlado, em coordenação com ICNF, GTF e Bombeiros, para reduzir combustíveis e prevenir incêndios de grande dimensão.

Com o apoio dos Bombeiros e GNR, a CMPC aumentou a intervenção em árvores em risco de queda, estruturas instáveis, linhas de água, sistemas de drenagem, entre outros especialmente em períodos de alerta especial;

Foram acompanhadas no terreno, com os Bombeiros, GNR e outras entidades, diversas ocorrências: incêndios; acidentes graves; cheias e alagamentos; quedas de árvores; movimentos de massa e obstruções de via.

A CMPC também coordenou os eventos de maior dimensão do concelho. 

Foram neutralizados mais de 100 ninhos de vespa velutina, em todo o concelho. Manteve-se o apoio às Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Caminha e Vila Praia de Âncora com a manutenção das EIPs, manutenção dos protocolos e outros apoios financeiros. O município abdicou da candidatura ao “Portugal 2030– Meios Materiais de Proteção Civil”, para aquisição de um equipamento pesado, em favor das Corporações de Bombeiros para aquisição de viaturas. 

Relativamente aos primeiros meses do presente ano, foi dito que o concelho de Caminha foi claramente afetado destacando-se: as cheias e inundações associadas aos rios Minho e Coura; a agitação marítima forte com danos na frente costeira (Moledo, Vila Praia de Âncora), principalmente movimentos de massa; e impactos socioeconómicos, designadamente na comunidade piscatória.

Observaram-se as seguintes tipologias de risco: Risco hidrológico/fluvial com a subida rápida do caudal do rio Coura e rio Âncora; risco meteorológico/vento e precipitação e risco costeiro/marítimo.

Conclui-se que foram identificados os seguintes desafios: vulnerabilidade recorrente de certos troços viários a cheias rápidas (Estrada da Ponte, EM 301 Argela–Venade, estrada das Faias em Seixas, zona urbana de V.P. de Âncora); fragilidade estrutural da defesa costeira de Moledo e Vila Praia de Âncora com necessidade de reforço de enrocamentos e soluções estruturais robustas; necessidade de monitorização e eventual reforço da proteção frente ribeirinha, especialmente na zona de Seixas e, ainda impacto económico direto em setores dependentes das condições do mar (pesca).

Jornalista natural do distrito de Viana do Castelo com um percurso, sobretudo, pela Informação Regional. Exerce funções há cerca de três décadas no A AURORA DO LIMA, com foco na atualidade noticiosa vianense e alto-minhota.

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