Construção da unidade de pernoita está em atraso

O autarca vianense anunciou hoje a possibilidade de reorientar para o Portugal 2030 o projeto de construção da unidade de pernoita para pessoas em situação de sem-abrigo, depois de atrasos no processo de contratação terem comprometido a execução no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em declarações aos jornalistas, no final da reunião de câmara, Luís Nobre salientava que o primeiro concurso público para a obra ficou deserto, sem propostas, obrigando à repetição do procedimento. “Não tínhamos empresas que apresentassem propostas para a execução da obra”, disse.

Apesar de já haver uma empresa interessada na execução da empreitada, o autarca reconhece que o prazo associado ao PRR, atualmente fixado em junho de 2026, ficou comprometido. “Temos pouco tempo para executar a obra”, explicou. Acrescentando a procura de soluções, que podem passar para o financiamento do Portugal 2030.

Em colaboração com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e o Governo há essa procura de novas formas de financiamento.

“Não queremos abandonar o projeto”, acrescentou o autarca socialista.

Recorde-se que esta unidade prevê a requalificação de um edifício que acolherá “a área de receção na qual se efetuada o acolhimento, triagem e sala de espera para utentes”.

No mesmo imóvel ficarão ainda instalados uma “área de recursos humanos composto por sala de atendimento e gabinete dos técnicos e uma zona de atividades polivalentes como exposições, ‘ateliers’ recreativos ou formações, instalações sanitárias e sala de funcionários”.

Será construído ainda um novo edifício que ficará ligado ao anterior, que vai disponibilizar “refeitório em regime de ‘self-service’, através de contratualização externa para fornecimento de refeições em regime de ‘catering’, instalações sanitárias e vestiários, cozinha e copa”.

Na nova construção, além do alojamento para utentes, serão criadas instalações sanitárias e vestiários, lavandaria ‘self-service’, zona de roupeiros e economato.

Desde 2021 esta resposta funciona em contentores com sete vagas para pessoas em situação de sem-abrigo.

Licenciada em Comunicação Social pela Universidade do Minho, possui mais de 20 anos de experiência na área do jornalismo.

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